A mãe de Yasmin, dois anos e sete meses, comprou uma blusa rosa para proteger a menina, que a usa desde o ano passado
Lauro Alves / Agencia RBS

Com origem na Austrália e uso frequente em regiões como o nordeste brasileiro, um tipo de roupa destinada a aumentar a proteção contra o sol começa a ganhar espaço nas areias do litoral gaúcho.
Camisetas com proteção ultravioleta (UV), capazes de reduzir o impacto desse tipo de radiação, estão se somando a itens tradicionais como o protetor solar e o guarda-sol para evitar queimaduras e doenças de pele principalmente entre crianças. Mas dermatologistas alertam que a roupa não garante proteção total e exige outros cuidados.
Em uma loja de roupas infantis localizada no centro de Tramandaí, no final de semana restava apenas uma camiseta UV para menino, exposta na vitrine, e os tamanhos menores para meninas também já haviam se esgotado.
— No ano passado, ainda não trabalhávamos com esse tipo de produto. Agora, nosso estoque já foi quase todo — afirma a comerciante Luciane Borges.
Na beira da praia, muitas famílias estão adotando as peças pela primeira vez. Quase sempre, tomaram conhecimento do produto em viagens por outros lugares ou por indicação de amigos ou familiares que testemunharam o uso dessas peças fora do Estado, em locais como o Nordeste ou o Uruguai, onde são mais comuns.
— Começamos a usar neste veraneio porque o avô da Marina viajou para o Nordeste e trouxe uma camisa de presente para ela — conta o corretor de imóveis e veranista de Imbé Marco Guillen, 44 anos, pai de Marina de Oliveira Guillen, seis anos.
Para Guillen, a vantagem da camiseta é evitar a necessidade de passar novas camadas de protetor solar a cada mergulho. A praticidade também é o motivo apontado pela psicóloga Tatiana Vargas Kreibich, 42 anos, para adotar os modelos UV para o filho Rafael, oito anos, a partir deste veraneio.
— Os dindos do Rafael compraram em Garopaba, Santa Catarina, e deram de presente. Adoramos a ideia. Passamos protetor só nas partes expostas, e em uma semana ele não queimou nada — conta Tatiana.
A massoterapeuta Patrícia Moreira Pinto, 32 anos, utiliza uma blusa rosa para proteger a filha Yasmin, dois anos e sete meses, desde o ano passado por acreditar que oferece mais segurança do que os protetores tradicionais. Mas adultos como Paulo Ricardo Brasil, 47 anos, também começam a adotar as roupas especiais, vendidas por inúmeras marcas a preços variados.
— Vi pela primeira vez quando viajei a Natal (Rio Grande do Norte), em 2015, e resolvi adotar porque não sou muito de passar protetor solar — conta Brasil, exibindo seu modelo azul pelas areias de Imbé.
Fonte: Gaúcha ZH