Na noite da última quarta-feira, 6 de junho, a comunidade São Jorge, em Torres, foi surpreendida com intensa troca de tiros e incêndio em duas residências, por volta da 1h da madrugada. A Brigada Militar foi acionada por meio de ligação pelo 190, com informações preliminares que se tratava de conflito entre facções criminosas rivais e testemunhas da comunidade informaram que foram ouvidos cerca de 150 disparos de armas de fogo.
 
No vídeo fornecido pelo Corpo de Bombeiros de Torres, as residências incendiadas após o conflito com tiroteio:

 
O conflito
De acordo com informações da Brigada Militar, a guarnição ao chegar ao local foi recebida a tiros ocasionando um breve confronto sem feridos. Os indivíduos que enfrentaram os policiais fugiram pela mata dos arredores e os bombeiros conseguiram controlar as chamas.
Segundo informações apuradas, uma das residências incendiadas já foi alvo de mandado de busca e apreensão, pertence a LCCM, que seria ligado a facção “Os Manos”, com antecedentes por lesão corporal (4 vezes), perigo a vida de outrem, furto mão grande, embriaguez, entorpecentes, porte ilegal de arma (5 vezes), retenção de veículo, violação de domicílio, receptação, furto arrombamento, calunia (2 vezes), ameaça (2 vezes), vias de fato.
A segunda residência incendiada também já foi alvo de mandado de busca e apreensão e está localizada na mesma rua e pertence ao genro de LCCM, indivíduo de nome DMS, com antecedente por porte ilegal de arma de fogo e também seria ligado a facção “Os Manos”. Nessa residência foi localizado um revólver e 16 munições.
Em entrevista para a Rádio Maristela, por meio da Unidade Móvel, o delegado da Polícia Civil de Torres, Juliano Aguiar, afirmou que os proprietários das duas residências incendiadas estavam sendo investigados e que a cidade de Torres, assim como outras cidades do Litoral Norte, está passando por disputas entre facções criminosas originárias da Grande Porto Alegre, “Os Manos”, “Bala na Cara” e “V7”, as quais estão infiltradas nas cidades litorâneas e no interior gaúcho, na disputa por pontos de tráfico de drogas.
 
Denunciar é preciso
O delegado Juliano reforçou a importância da comunidade torrense fornecer informações para a policia por meio de denúncia pelo 190 ou pessoalmente na delegacia, sendo resguardado o anonimato, para assim a policia solucionar os casos e banir com os conflitos na cidade.
A polícia civil de Torres em uma operação especial de combate ao tráfico de drogas, nesta manhã de quinta-feira, 7 de junho, com uso de informações anônimas, realizaram uma prisão que segue em interrogatório e o indivíduo é suspeito de estar ligado a umas das facções participantes do conflito da noite passada.
Investigações pela polícia civil sob o comando do delegado Juliano Aguiar seguem em curso.