Estabelecimentos devem implantar atendimento preferencial aos autistas

Publicado em 9 de janeiro de 2019

O atendimento preferencial a pessoas com autismo já é lei em Araranguá, porém ainda não se tornou uma realidade. O fato é que apesar de a legislação que determina esta prioridade já ter sido sancionada em agosto de 2018, a maioria dos estabelecimentos ainda não implantou a novidade.

Até o momento, segundo o presidente da Associação Autismo Araranguá, Luis Vicente Costa, apenas dois locais já estão adequados à legislação na Cidade das Avenidas: o Laboratório Rafael e o Cartório Daniela. “Já formalizamos alguns ofícios e nesta semana vamos fazer algumas visitas para apresentar a lei, mas na verdade, se um estabelecimento quiser implantar, pode fazê-lo desde já. Basta incluir o símbolo mundial do autismo (aquele laço colorido) junto à placa de atendimento preferencial”, explica.

 

A Lei

Sancionada em 20 de agosto de 2018, a lei municipal nº 3575 estabelece que: Art 1º. Os estabelecimentos públicos e privados do município de Araranguá ficam obrigados a inserir nas placas de atendimentos preferenciais, o símbolo mundial de conscientização do transtorno do espectro autista…”

Por que implantar?

A sanção foi uma conquista da Associação, que encabeçou uma luta pela criação e aprovação da lei, passando pela Câmara de Vereadores e depois pelo prefeito, Mariano Mazzuco. “Nós pais, familiares e cuidadores de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), sabemos das dificuldades em conter nossos filhos em filas por muito tempo, o que é entendido aos olhos de algumas pessoas como hiperatividade, birra, mal educação, trata-se de um stress emocional que corresponde fisicamente por meio de crises a presença naquele local, ou exposição a determinadas situações. Para muitos aguardar em uma fila pode não ser problema, mas para tantos outros, realmente é fato gerador de uma desestabilização e junto disso, muitos outros transtornos ocorrem, sendo assim, mesmo com a lei vigente, e ainda não estando a identificação em determinados locais, pedimos gentilmente que sejam sensíveis a esta necessidade”, destaca Luis.

Por se tratar de uma lei, os estabelecimentos que não cumprirem, poderão ser submetidos ao pagamento de multas. “Ressalto que não queremos regalias, ou privilégios, buscamos apenas promover a integração e inserção social de nossos filhos, sem que para isso, os custos físicos e emocionais de toda a família sejam altos demais, buscamos por seus direitos. Sejam sensíveis a esta causa. Cobre, colabore, ajude-nos a buscar pelo bem-estar. Isto se chama inclusão, se chama conscientização”, finaliza.

 

Fonte: W3 Revista


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