Com os primeiros dois casos da variante Delta confirmados no Rio Grande do Sul, no município de Gramado, os especialistas já acendem o alerta quanto aos riscos que essa nova cepa do Coronavírus pode causar nas pessoas, visto que ela é mais contagiosa.

Segundo a Secretaria da Saúde (SES/RS), a principal característica da variante Delta, já comprovada cientificamente, é a maior transmissibilidade. Essa linhagem também apresenta uma diminuição da eficácia dos anticorpos produzidos pelas vacinas, sendo que apenas uma dose (nos esquemas que preveem duas) pode ser pouco efetiva contra essa variação.

Por isso, os órgãos de saúde orientaram que os Estados e municípios antecipassem o intervalo entre a primeira e a segunda dose, passando de 12 para 10 semanas a aplicação dos imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca. Esse processo foi realizado com o intuito de acelerar a aplicação do esquema vacinal completo da população.

Há estudos, inclusive, da possibilidade de uma terceira dose dessas vacinas para garantir a imunização contra a variante Delta, ainda mais segura e eficaz.

Enquanto os cientistas analisam a nova cepa e como combatê-la, os órgãos de saúde reforçam a importância da aplicação da segunda dose e a continuidade das medidas de proteção contra a Covid-19, com o uso de máscara e álcool gel.

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