Moradores e turistas, especialmente os que praticam exercício físico no calçadão da Praia Grande de Torres se queixam da falta de estrutura no local. Entre as principais dificuldades relatadas, estão a grande quantidade de buracos, o calçamento irregular, a falta de lixeiras e a necessidade de uma ciclovia, não existente no local hoje. Em períodos de ressaca, especialmente durante o inverno, mar acaba avançando e parte do trecho acaba sofrendo com alagamentos.

Em uma antiga gestão, a administração municipal chegou a revitalizar a maior parte do trecho do calçadão à beira mar, através de desenvolvimento de um projeto arquitetônico, troca das pedras do calçamento e construção de uma ciclo faixa. A prefeitura realizou uma revitalização em maio de 2020, trocando os antigos postes de concreto que iluminavam o local por 15 postes de LED sem fiação aérea.

Calçamento irregular no calçadão da Praia Grande, em Torres. Foto: Maria Stolting / Rádio Maristela

O trecho do calçadão que ficou de fora dos projetos de revitalizações anteriores possui 850 metros, localizado entre as ruas Leonardo Truda e Tiradentes, na Praia Grande, área que liga a Praia dos Molhes com a Praia Grande. Este possui pedras diferentes das que existem atualmente nos trechos revitalizados, além de uma parte central do calçadão, composta de pedra brita e concreto. As lixeiras, em grande parte depredadas, são feitas de concreto e o estacionamento ao longo do calçadão, onde nos trechos revitalizados fica a ciclovia, é distribuído de forma oblíqua.

Lixeiras depredadas no calçadão da Praia Grande, em Torres. Foto: Maria Stolting / Rádio Maristela

A prefeitura de Torres, através da secretaria planejamento e participação cidadã, manifestou que pretende revitalizar a maior parte desse trecho. No dia 26 de outubro, estava programada a liberação de licitação para revitalizar 550 metros. A obra, que segundo o secretário da pasta, Matheus Junges, custará em torno de R$ 1.340.000 contará com R$ 840 mil provenientes de emenda parlamentar e R$ 500 mil de recursos próprios do município, aproximadamente.

Ainda de acordo com o secretário, devem ser licitado mais 150 metros, que serão realizados com R$ 400 mil, provenientes de recursos próprios. A previsão é de que as obras iniciem até dezembro de 2021.

Após as conclusões das obras, restará um trecho de 150 metros, do qual não há previsão de revitalização. O secretário ainda destaca que a obra contará com projeto arquitetônico, que as pedras que serão colocadas serão basalto, para se igualarem aos trechos já revitalizados, mas que a ciclo faixa seguirá a linha aplicada na Prainha, feita em asfalto, respeitando uma elevação segura para ciclistas.