Durante o encontro o Pontífice lembrou que já esteve no Estado e enviou uma bênção especial ao povo gaúcho

Fotos: Vatican News

Na programação da Visita Ad Limina dos Bispos do Rio Grande do Sul em Roma, a manhã desta quinta-feira (05) foi especial. O grupo de 22 bispos e um padre participou da Audiência com o Papa Francisco na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Em cada participante, o encontro ficou marcado pela fraternidade e proximidade do Santa Padre com o grupo. Já de início, os bispos foram convidados pelo Papa a apresentarem suas preocupações e questionamentos com muita liberdade. Durante a audiência, foram abordados diversos assuntos, entre eles as diversas guerras ao redor do mundo, a situação da América Latina e do Brasil e a realidade das Igrejas Particulares do Rio Grande do Sul. O Papa e os visitantes falaram ainda sobre o Pacto Educativo Global, o clero e suas particularidades e, por fim, o Ano Vocacional promovido pela CNBB a partir de novembro deste ano.

Dom José Gislon entregou uma lembrança do Rio Grande do Sul ao Papa: uma bandeja grava com o mapa do Estado.

Para dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e primeiro vice-presidente da CNBB, o encontro deixou grandes marcas: “Um encontro de fraternidade, alegria e proximidade. Retornando para nossas dioceses, o fazemos com um ânimo rejuvenescido. Agradecemos muito ao Santo Padre por tudo que ele tem desenvolvido ao longo de seu ministério”, afirmou dom Jaime.

Como tradicionalmente acontece durante a Visita Ad Limina, em cada encontro um dos bispos assume a responsabilidade de iniciar a conversa, apresentando a realidade gaúcha naquele tema. Hoje, quem assumiu este compromisso foi dom José Gislon, bispo de Caxias do Sul e presidente do Regional Sul 3 da CNBB, que começou sua apresentação expondo a realidade da Igreja no Rio Grande do Sul, do clero e do povo gaúcho e pedindo ao Papa uma bênção especial a todo o Estado.

Segundo dom Gislon, o encontro foi marcado pela sensibilidade do Papa Francisco que, ainda que com dificuldades de locomoção, esteve com os bispos gaúchos durante duas horas. “O Papa nos contou que já esteve em Pelotas, São Leopoldo e em Caxias do Sul, lembrando até que Caxias é a terra do vinho”, comentou dom José.

Esse momento de encontro vai ficar na memória de cada um de nós bispos, tendo presente a dificuldade do Papa em se locomover, mas a sua alegria, o seu sorriso e esse jeito muito fraterno dele de acolher e falar com espontaneidade e proximidade. Proximidade de pastor, de quem conhece a realidade latino-americana, as alegrias e esperanças do Povo de Deus, afirmou o presidente do Regional, dom José Gislon.

Com informações da CNBB Sul 3