Uma pesquisa exclusiva para o projeto “Era Golpe, Não Amor” trouxe luz à uma realidade comum para 40% das mulheres, que foram impactadas de alguma forma por um golpista – tenha caído ou não na armadilha, além de outros dados:

82% das mulheres brasileiras já iniciaram conversa com alguém por um aplicativo de relacionamento. Entre os 3 golpes mais comuns, o pedido de dinheiro emprestado foi relatado por 53% das brasileiras. Após o golpe, 10% das mulheres relatam que passaram por depressão.

Mais comum do que você imagina:

Segundo levantamento Golpe Amoroso Digital para o projeto “Era Golpe, Não Amor”, 4 em cada 10 mulheres já foram impactadas, de alguma forma, por golpes em aplicativos de relacionamento. A pesquisa foi desenvolvida a partir de respostas de mais de 1200 mulheres brasileiras (março de 2022).

Foto: Pesquisa realizada pelo Projeto

A lábia de golpistas atinge mulheres de todas as faixas etárias e classes sociais. Tanto é que 22% das mulheres afirmam conhecer alguém que passou por abordagem de um golpista nos aplicativos, 9% dizem que foram abordadas diretamente e perceberam na hora, e 7% foram abordadas e perceberam apenas depois de alguma interação.

Ao se apaixonarem por meio das telas dos celulares, elas nem chegam a conhecer o “crush” e já fazem de tudo para ajudar o parceiro. Nessa hora é que se tornam vítimas do Estelionato Sentimental, uma prática criminosa que resulta em um prejuízo grande e o que fica é um rombo significativo no bolso, no psicológico e no coração.

Esse golpe tem nome:

Embora não exista uma lei com a nomenclatura específica para o Estelionato Sentimental, a prática criminosa é identificada pelo artigo 171 do Código Penal – ato de “obter para si ou para outrem vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”.

O Projeto:

O “Era Golpe, Não Amor” é uma corrente de apoio para que as vítimas possam se informar e se reerguer emocionalmente, judicialmente e financeiramente. O coletivo social reúne advogados, psicólogos e informações gratuitas para que quem passou por tal situação tenha uma esperança e todo suporte, e que outras mulheres possam ser informadas e não caiam na cilada.

Dentre as principais iniciativas de suporte, estão:

• Esclarecimentos jurídicos concedidos por Silvia Chakian, Promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, e integrante da Promotoria Especializada de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar do Ministério Público de São Paulo;

• Apoio e contatos para acesso a suporte jurídico gratuito da NAVV – Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência do Ministério Público de São Paulo;

• Atendimento psicológico gratuito de terapia EMDR, abordagem terapêutica recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratamento de estresse pós-traumático. As consultas são realizadas por profissionais da Associação Brasileira de EMDR, mediante cadastro.

A Rádio Maristela trouxe nesta quinta-feira, 23 de junho, a coach de relacionamento amoroso, Karoline Valadares Barbosa Silva, afim de alertar acerca do tema, trazendo algumas medidas para evitar esse tipo de golpe virtual, “Quando você se expõem a um relacionamento, a tendência é se deixar levar pelo emocional e não ficar atento a confrontar informações para ver se a pessoa está sendo sincera… estar atento a quem está se relacionando, buscar saber quais os valores da outra pessoa. (durante) as conversas você pode identificar divergências. A pessoa do outro lado do Aplicativo pode estar tentando te enganar. Ao perguntar mais sobre a vida do outro, (você)poderá perceber divergências nas informações.”

Clique aqui e confira a entrevista completa com Karoline Valadares.

Fonte: Projeto “Era Golpe, Não Amor”

Estagiária Heloísa Cardoso, sob supervisão de Leonir Alves.