Com o corte nos preços dos combustíveis nas refinarias, o diesel passará a custar R$ 2,3351, depois de sofrer sete aumentos consecutivos; já no caso da gasolina, houve 11 aumentos seguidos, e valor Öcará em R$ 2,0433.
A Petrobras anunciou nesta terça-feira (22) a queda nos preços do óleo diesel e da gasolina a partir de amanhã (23). O anúncio acontece após aumentos consecutivos nos preços dos combustíveis – o que gerou protestos de caminhoneiros em todo o País ontem e hoje. Com o corte, segundo indica o site da estatal, o preço da gasolina cairá 2,08% e do diesel, 1,54%.
Com o corte nos preços dos combustíveis nas reÖnarias, o diesel passará a custar R$ 2,3351, depois de sofrer sete aumentos consecutivos, desde o dia 1º de maio, com alta de 12,3%. Já no caso da gasolina, houve 11 aumentos seguidos nos últimos 17 dias, o que significou uma alta acumulada de 16,07%. Mas, com o corte no preço anunciado hoje, passará a valer R$ 2,0433.
 
Aumento no preço dos combustíveis hoje
A queda nos preços anunciada pela estatal nesta terça-feira acontece um dia depois de a companhia ter informado mais um aumento nas refinarias de todo o País – o que modificou os valores do diesel, que subiu 0,97%, e da gasolina, com alta de 0,9%.
Por causa das movimentações nos valores dos combustíveis, caminhoneiros realizam uma paralisação em 14 estados, bloqueando rodovias federais e estaduais. Esta terça amanheceu com os protestos dos caminhoneiros – que tiveram início ontem, quando mais de 20 estados foram afetados.
Reuniões no Planalto sobre valor da gasolina e diesel
Ainda ontem, o presidente Michel Temer convocou uma reunião, no Palácio do Planalto, em caráter de emergência, para discutir a alta dos combustíveis. Participaram do encontro os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Minas e Energia), Eduardo Guardia (Fazenda) e Esteves Colnago (Planejamento) e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.
Também na manhã de hoje, Temer se reuniu com ministros e o presidente da Petrobras, Pedro Parente, para discutir a questão. Logo após o encontro, Parente falou à imprensa que “o governo não pensa e nunca pensou em mudar a política de preços” da estatal.
Segundo a Petrobras, os aumentos são consequência das oscilações do preço do barril do petróleo no mercado externo. De acordo com a estatal, “os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo”.
A companhia destacou que a variação dos preços dos combustíveis nas refinarias e terminais é importante para que a empresa possa competir de forma eficiente no mercado brasileiro.
Fonte: Agência Brasil