Na manhã desta sexta-feira, 05 de março, a equipe do Refúgio de Vida Silvestre Ilha dos Lobos (REVIS) constatou que alguns barcos se aproximaram dos limites do Revis Ilha dos Lobos para se protegerem dos fortes ventos que devem se intensificar ao longo do dia.

De acordo com informações do REVIS, foi feito o monitoramento com drone para identificação da situação e das embarcações. Conforme informado, tratam-se de pescadores, em sua maioria de Itajaí, que estão se preparando para realizar a pesca da sardinha. A pesca da sardinha se inicia em março e ocorre em águas mais profundas, a cerca de 30km da nossa costa. Como estas embarcações não têm possibilidade de adentrar o Rio Mampituba, utilizam a ilha como abrigo até as condições passarem e poderem realizar suas atividades com segurança.

Também o presidente da Colônia de Pescadores e Aquicultores Z7 de Torres, Osvaldo Alves de Siqueira, confirmou que a Marinha emitiu alerta de tempestades em alto mar, fazendo com que as embarcações buscasse abrigo nas proximidades do Refúgio da Ilha dos Lobos.

O REVIS emitiu informe sobre o assunto, veja:


Sobre o REVIS

O Refúgio de Vida Silvestre Ilha dos Lobos (REVIS) é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, onde seu objetivo é proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória.

O REVIS está situado a cerca de 1,8Km da praia em frente ao município de Torres/RS. O refúgio tem uma área total de 1,4Km², incluindo a ilha e uma zona de 500m ao seu entorno, para cada um dos lados.

O REVIS Ilha dos Lobos é a única ilha na costa gaúcha. O local abriga uma diversidade de espécies da fauna e da flora, algumas ameaçadas de extinção. Uma das espécies mais características do REVIS, em especial no inverno, é o leão marinho-sul-americano que se desloca desde as colônias reprodutivas no Uruguai.

A ilha abriga também várias espécies de aves, tanto residentes quanto migratórias. O refúgio tem ainda uma grande importância para a região por permitir a reprodução e o crescimento de inúmeras espécies aquáticas, incluindo a garoupa, servindo como fonte para colonização de outras áreas marinhas. 

Central de Jornalismo – Rádio Maristela, com informações do REVIS