As Defensorias Públicas de Capão da Canoa, Torres e Tramandaí somaram juntas 71.004 atendimentos nos últimos dois anos. De março de 2020 a março deste ano, 17.873 pessoas foram atendidas nas três sedes, o que equivale a cerca de 7% da população dos 13 municípios que compõem as comarcas.

Em Capão da Canoa, a Defensoria Pública contabilizou 14.038 atendimentos, uma média de 29 por dia, com 4.853 pessoas atendidas. Abrangendo também o município de Xangri-lá, a comarca registrou um pico de atendimentos em setembro de 2021, com 1.015 registros. Conforme o defensor público Sandro Santos da Silva, o que se observa na cidade é um crescimento populacional impulsionado pela pandemia – muitas pessoas com regime de trabalho remoto foram morar na praia – e pelo aquecimento do setor de construção civil. De acordo com ele, os trabalhadores desse ramo são potenciais assistidos da Defensoria. Além disso, a demanda por vagas em escolas, que antes era sazonal, passou a ser permanente e vem aumentando, o que demonstra que as pessoas estariam optando por morar definitivamente no litoral.

Já em Torres, comarca que inclui os municípios de Arroio do Sal, Dom Pedro de Alcântara, Mampituba, Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras e Três Forquilhas, foram registrados 24.663 atendimentos nos últimos dois anos. Uma média de 51 atendimentos diários. Foram 4.819 pessoas atendidas, com pico em julho de 2021, que registrou 1.450 atendimentos. “A Defensoria nunca esteve fechada. Sempre mantivemos o atendimento, ainda que de forma remota. No período de veraneio percebemos um incremento nos atendimentos, especialmente na área da saúde e criminal, em decorrência do maior número de prisões em flagrante”, disse o defensor público de Torres, Rodrigo Noschang.

Por fim, a Defensoria Pública de Tramandaí contabilizou 32.303 atendimentos, uma média de 67 por dia. Atendendo também a população de Cidreira, Imbé e Balneário Pinhal, a comarca registrou 8.201 pessoas atendidas, com pico em agosto de 2021, mês que somou 1.951 atendimentos. “Em um primeiro momento, tivemos a preocupação de resguardar as pessoas, porque não havia vacinas para a covid-19, mas em nenhum momento a Defensoria deixou de atender ou esteve fechada”, disse o defensor público de Tramandaí, Andre Esteves de Andrade.

Na comarca, mesmo com a volta do atendimento presencial, muitos assistidos têm preferido o atendimento online, de acordo com o defensor público Antonio Trevisan Fregapane, especialmente aqueles que moram em cidades vizinhas, porque conseguem economizar em tempo e custos de deslocamento.


Fonte: ASCOM DPE/RS