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Artigo do bispo destaca que a esperança permanece viva após o Jubileu

por Melissa Maciel
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Em artigo publicado por ocasião da Solenidade da Epifania, o bispo da Diocese de Osório, dom Jaime Pedro Kohl, reflete sobre o encerramento do Ano Jubilar e reforça que a esperança cristã não se fecha com o término das celebrações. A Epifania, que recorda a manifestação de Jesus como Salvador de toda a humanidade, marca também o fechamento da Porta Santa na Basílica de São Pedro, no dia 6 de janeiro.

Para o bispo, o Jubileu, vivido sob o tema “Peregrinos da Esperança”, deixa como herança permanente a certeza de que a esperança deve permanecer aberta no coração dos discípulos missionários, sustentada pelo amor de Deus derramado pelo Espírito Santo.

Dom Jaime ressalta que Jesus é a luz destinada a todos os povos, reconciliando a humanidade e inaugurando uma nova aliança marcada pela fraternidade universal e pela paz. Ao recordar o batismo de Jesus e o início de sua vida pública, o bispo destaca que a missão de Cristo foi pensada e realizada no tempo oportuno de Deus, como sinal de salvação e proximidade com os mais frágeis.

Leia na íntegra:

A esperança continua

Nestes dias, liturgicamente, celebramos a Solenidade da Epifania, ou seja, a manifestação da identidade de Jesus e de sua missão como pacificador da humanidade, realizando a justiça.

O encerramento do Jubileu, celebrado solenemente na Basílica de São Pedro, no dia 6 de janeiro, Festa da Epifania, tem um sentido particular para nós, cristãos, que viemos refletindo sobre o tema proposto: “Peregrinos da Esperança”.

O fechamento da Porta Santa marca a conclusão do Ano Santo, mas a mensagem rezada e refletida de muitas formas sob o título “Peregrinos da Esperança” deve permanecer mais aberta do que nunca, justamente porque essa virtude/atitude não pode faltar no coração do discípulo missionário de Jesus Cristo, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

O tema da Epifania, recorrente nestes dias, nos lembra que Jesus de Nazaré não foi enviado somente para os judeus, mas para todos os homens. Ele reconciliou a humanidade, fazendo dos judeus e dos pagãos um único povo, o povo da nova e eterna aliança em seu sangue, o novo povo de Deus, cuja marca é a fraternidade universal e a paz.

Como lemos em Is 42: “Eis o meu Servo, pus o meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações… Eu te constituí como centro de aliança do povo, luz das nações… Ele veio para tirar do cárcere os que vivem nas sombras da morte”. Ele fará isso fazendo-se solidário com as pessoas mais frágeis e necessitadas, com as quais se identificou.

Por ocasião do batismo de Jesus, a Palavra que meditamos nos diz que os céus se abriram e veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado” (Mt 3,17). Ou seja, não foi por acaso a sua chegada ao mundo, mas algo pensado por Deus e realizado no momento oportuno. Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos por Moisés e pelos profetas, chegado o momento oportuno, falou-nos por meio do seu próprio Filho, Jesus de Nazaré.

Se o batismo de Jesus foi ocasião para dar início à sua vida pública e ao anúncio do Reino, esta festa nos lembra que um dia fomos matriculados na escola de Jesus e nela aprendemos o caminho das bem-aventuranças e da esperança cristã, que não decepciona, pois Ele prometeu ficar conosco para sempre. Como nos dizia o Papa Francisco: “Não deixemos que nos roubem a esperança e a alegria de viver”. Como cantamos: “Banhados em Cristo, nós somos uma nova criatura…”. Sim, a esperança continua!

Dom Jaime Pedro Kohl, bispo de Osório

Fonte: Ascom Diocese de Osório / Melissa Maciel