>> Siga o canal do Grupo Maristela no WhatsApp.
Com o coração voltado à Mãe que protege os que vivem do mar e dos rios, a comunidade católica de Torres se prepara para celebrar Nossa Senhora dos Navegantes, devoção profundamente enraizada na história e na espiritualidade do povo litorâneo. A festa, vivida como expressão de gratidão, confiança e entrega, integra o calendário religioso e cultural do município e reúne fiéis de diferentes comunidades.

A programação acontece no dia 2 de fevereiro, segunda-feira, com início às 17h, quando uma procissão motorizada parte da igreja Santa Luzia, no Centro da cidade. O trajeto segue pela Avenida Benjamin Constant até a beira do rio Mampituba, percorre a orla marítima, passa em frente à igreja São Domingos, na subida do Morro do Farol, desce até a Praça Nossa Senhora dos Navegantes, na Praia da Cal, onde ocorre a bênção dos veículos, e retorna à Praça Getúlio Vargas, no Centro, em frente à igreja Santa Luzia, local da celebração da Santa Missa. Em caso de chuva, a celebração será realizada no interior da igreja Santa Luzia, no mesmo horário.
Segundo o pároco da Paróquia São Domingos, padre Leonir Alves, a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes tem um significado especial para Torres, marcada pela proximidade com o rio Mampituba e o mar, além da presença de muitas famílias de pescadores. “É uma devoção que nasce da vida do povo, da confiança na proteção materna de Maria diante dos desafios e incertezas enfrentados diariamente”, destaca.
DEVOÇÃO
O presbítero também recorda que, na década de 1950, a atual igreja Santa Luzia recebeu originalmente o nome de Nossa Senhora dos Navegantes. A mudança ocorreu após uma graça alcançada por intercessão de Santa Luzia, fortalecendo ainda mais a espiritualidade vivida naquele espaço sagrado.
De origem secular, a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes está ligada ao antigo título mariano “Estrela do Mar”, inspirado no hino Ave Maris Stella, composto no século VII. Durante o período das grandes navegações, Maria passou a ser invocada como protetora dos que se lançavam ao mar, tornando-se padroeira de navegantes e pescadores. Essa fé atravessou oceanos e chegou ao Brasil com os colonizadores, criando raízes profundas nas comunidades costeiras.


Fotos: André Maggi / Pascom São Domingos
