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No mesmo dia em que a Rádio Maristela publicou reportagem sobre a denúncia de uma moradora de Torres envolvendo uma suposta fraude digital atribuída ao Agibank S.A., um novo caso foi registrado no município. A situação veio à tona na noite de segunda-feira (19), após outra moradora relatar movimentações bancárias que afirma não reconhecer nem ter autorizado.
Segundo o boletim de ocorrência, a nova vítima, Jussara de Fátima Almeida Corrêa, moradora de Torres, informou que, após ler a matéria divulgada pela Rádio Maristela, passou a monitorar com mais atenção sua conta bancária vinculada à agência do Agibank em Torres. Por volta das 20h, ao consultar novamente o extrato, constatou que, às 18h do mesmo dia, haviam sido realizadas operações financeiras sem o seu consentimento.
Entre as movimentações apontadas estão pagamentos via Pix para empresas desconhecidas, identificadas como AJC Gateway LTDA e WF Intermediação LTDA, além da liberação de um consignado digital no valor de R$ 341,75 e antecipação do 13º salário. Conforme o relato registrado na ocorrência policial, a vítima afirma que não solicitou, não contratou e não autorizou qualquer empréstimo ou antecipação de valores, caracterizando indícios de fraude.
Ainda de acordo com o boletim, Jussara declarou que não forneceu senhas, códigos de verificação ou qualquer tipo de autorização a terceiros e que desconhece completamente a origem das transações. Ela anexou imagens do extrato bancário à ocorrência, destacando que os comprovantes dos Pix não aparecem no aplicativo da instituição financeira.
ORIENTAÇÃO DA POLÍCIA
O delegado titular da Polícia Civil de Torres, Marcos Vinícius Muniz Veloso, confirmou que tem conhecimento do caso e de outras ocorrências semelhantes que estão em investigação. O delegado orienta que, no âmbito cível, as vítimas podem buscar o ressarcimento dos valores por meio do Poder Judiciário, mediante a reunião de toda a documentação necessária para a comprovação da fraude.
Já na esfera criminal, o delegado explicou que há investigações em andamento com abrangência mais ampla. “Trata-se de uma apuração de caráter macro, envolvendo diversos casos, e por isso as investigações seguem sob sigilo. Não é possível adiantar detalhes neste momento”, afirmou.
A reportagem reforça que os casos são tratados como suposta fraude bancária e seguem em apuração pelas autoridades competentes. O Agibank S.A. segue com espaço aberto para manifestação sobre os fatos relatados.

