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A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE) notificou a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) para que apresente esclarecimentos e adote providências diante da recorrência de vazamentos de esgoto e de água potável em diversas vias do município de Torres. A medida foi motivada por denúncias encaminhadas pela Câmara de Vereadores e por relatos da população, que apontam transtornos frequentes, riscos à saúde pública e possíveis danos ambientais.
De acordo com a Defensoria, há registros de vazamentos sistemáticos em ruas como Tiradentes, Sete de Setembro, Almirante Barroso, Alexandre Maggi, Capa Verde, Raul Carlos da Silva, Luís Gonçalves dos Santos, José Maia Filho, Carlos Barbosa, Saldanha da Gama, Pedro Cincinato Borges e na Avenida Independência, incluindo trechos próximos à praça central e à esquina com a Rua José Bonifácio. O documento também menciona publicações em redes sociais e notícias que reforçam a gravidade da situação.
Entre os pontos destacados estão relatos de esgoto a céu aberto na Avenida Barão do Rio Branco, na Praia da Cal e na Orla Gastronômica, locais de grande circulação de moradores, turistas e crianças. A Defensoria também aponta vazamentos crônicos de água potável em ruas da região central e na Rua Padre Réus, na Vila São João, que, segundo moradores, persistem há mais de dez anos sem uma solução definitiva.
Na notificação, a DPE ressalta que os serviços de saneamento básico e abastecimento de água são essenciais e devem respeitar os princípios da continuidade e da eficiência. O lançamento de esgoto sem tratamento em vias públicas e corpos hídricos, conforme o órgão, pode caracterizar poluição ambiental e comprometer diretamente a qualidade de vida da população.
A Defensoria Pública concedeu prazo de 15 dias para que a Corsan apresente resposta, informando as causas técnicas dos vazamentos, as medidas emergenciais e definitivas adotadas, a existência de cronograma de obras e investimentos previstos para 2026, especialmente diante do aumento sazonal da população, além das providências específicas relacionadas aos vazamentos considerados crônicos. Também foi solicitada a apresentação de relatórios de atendimento ou ordens de serviço referentes aos locais citados nos últimos 60 dias.
Segundo a DPE, a ausência de resposta ou o descumprimento da requisição poderá resultar na adoção de medidas judiciais. A reportagem entrou em contato com a Companhia Riograndense de Saneamento, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Foto: freepik

