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Por que Torres pode acreditar que a chegada do Instituto Federal está cada vez mais próxima?

por Anderson Weiler
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Com uma mobilização regional sólida, apoio político em nível federal e, principalmente, um prédio pronto para receber atividades educacionais, Torres reúne hoje argumentos concretos para acreditar que a implantação de um Instituto Federal está mais próxima de se tornar realidade. A avaliação foi reforçada no último sábado (7), durante visita técnica ao prédio da EMEI São Jorge, antiga Escola Santa Rita, espaço ofertado pelo município para sediar a futura instituição. A agenda contou com a presença do deputado federal Paulo Pimenta, ex-ministro da Reconstrução do Rio Grande do Sul, do prefeito de Torres, Delci Dimer, e do pró-reitor de Ensino do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Lucas Coradini.

Durante a entrevista, Paulo Pimenta destacou que a expansão dos Institutos Federais é uma das prioridades do governo, lembrando que houve um período no país em que a legislação impedia a criação de novas escolas técnicas federais. Segundo ele, esse cenário foi superado e os institutos passaram a cumprir um papel estratégico ao levar ensino público, gratuito e de qualidade para regiões que antes não tinham acesso a esse modelo educacional. Nesse contexto, Pimenta afirmou que a mobilização de Torres é legítima, ampla e antiga, envolvendo não apenas o município, mas toda a região do Litoral Norte. O deputado ressaltou ainda que o diferencial do projeto local está na contrapartida oferecida pela prefeitura, com um espaço físico pronto para uso, o que permite acelerar o processo de implantação. “Não tenho sombra de dúvidas de que nós vamos ter o ensino técnico aqui em Torres”, afirmou, reforçando que a meta é iniciar as atividades o mais rapidamente possível.

O pró-reitor Lucas Coradini explicou que o momento é de forte expansão da rede federal de educação profissional em todo o Brasil, com dezenas de novos campi sendo implantados no Rio Grande do Sul. Ele destacou que, em meio a tantos municípios interessados, Torres se diferencia pelo alto grau de engajamento popular e institucional. Segundo Coradini, há apoio do poder público, de prefeituras da região, de mais de 25 municípios, do setor empresarial e de entidades da sociedade civil, o que demonstra reconhecimento da importância do Instituto Federal como modelo de formação. Para ele, a oferta de um prédio pelo município torna o projeto viável no curto prazo e abre a possibilidade de início das atividades já em 2026, inclusive com a expectativa de cursos começando no segundo semestre, caso haja a aprovação do governo federal, do MEC e da Casa Civil.

O prefeito Delci Dimer também reforçou o clima de confiança após a reunião realizada em Brasília, no Ministério da Educação, com a participação de parlamentares, lideranças regionais e representantes de entidades. Segundo o prefeito, o envolvimento de câmaras de vereadores, associações municipais e consórcios regionais demonstra que a demanda vai além de Torres e atende a uma lacuna existente entre o Litoral Norte, os Campos de Cima da Serra e até regiões próximas de Santa Catarina. Para Paulo Pimenta, esse vazio educacional, somado ao crescimento populacional acelerado do litoral nos últimos anos, amplia a necessidade de formação técnica e superior, tanto para atender o mercado de trabalho quanto para oferecer novas oportunidades às famílias. Diante desse cenário, o deputado afirmou que Torres hoje está na linha de frente para se tornar o próximo novo campus federal no Rio Grande do Sul, transformando o antigo sonho da comunidade em uma possibilidade concreta e próxima.

Fotos: Daniel Lummertz