>> Siga o canal do Grupo Maristela no WhatsApp
Na manhã desta terça-feira (10), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Fake Family no âmbito da Operação Verão Seguro, com foco no combate a crimes de estelionato praticados por meio de fraude eletrônica, especialmente o chamado golpe do falso familiar. A investigação teve início a partir de um caso registrado em Arroio do Sal envolvendo uma vítima idosa enganada por criminosos que se passaram por um parente próximo.

A ação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, vinculada ao Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, em conjunto com a Delegacia de Polícia de Arroio do Sal, da 23ª DPR do Departamento de Polícia do Interior. A operação conta ainda com apoio operacional do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de Goiás, demonstrando a articulação entre forças de segurança de diferentes estados.
As diligências ocorrem no município de Goiânia, em Goiás, onde são cumpridas quatro ordens de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. Até o momento, três pessoas foram presas e cerca de 15 mil reais em dinheiro foram apreendidos. Também foram deferidos bloqueios de contas bancárias com o objetivo de congelar valores e possibilitar o ressarcimento de vítimas.
De acordo com a investigação, os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens para se passar por familiares das vítimas, alegando situações de urgência para induzir transferências bancárias via PIX. Após o recebimento, os valores eram rapidamente movimentados entre contas de terceiros, dificultando o rastreamento e a recuperação do dinheiro.
O caso que deu origem à operação envolveu um morador de Arroio do Sal, de 71 anos, que sofreu um prejuízo de R$ 2.997 após ser enganado por indivíduos que se passaram por seu filho. A Operação Fake Family reforça a importância da cooperação interestadual e do trabalho integrado das forças policiais no enfrentamento aos crimes cibernéticos, sobretudo aqueles que atingem pessoas idosas por meio de técnicas de engenharia social.
Fotos: Divulgação PCRS

