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O Di Paolo Torres tornou-se, nesta quinta-feira (20), o centro das decisões estratégicas da radiodifusão no Rio Grande do Sul. Em um encontro marcado pelo diálogo qualificado e pela projeção de futuro, a cidade recebe pela primeira vez em Torres, a reunião de abertura do ano da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT), reunindo dirigentes, técnicos e representantes do setor.

O encontro teve início com um almoço no Di Paolo Torres, seguido da agenda de trabalho, que começou às 13h30 e se estendeu até as 16h. O encerramento ocorre no início da noite, com coquetel no estúdio Maristela Garden, na Praça Claudino Nunes Pereira, à beira-mar da Praia Grande, um cenário que simboliza a convergência entre tradição, território e inovação tecnológica que marca o rádio e a televisão gaúchos.
A abertura contou com a saudação do diretor do Grupo Maristela, padre Leonir Alves, que ressaltou o significado institucional de Torres sediar um encontro que define prioridades e diretrizes para o setor. Na pauta, estiveram o relatório financeiro, apresentações institucionais, ajustes na diretoria, a agenda temática de 2026, o relatório social e a construção de um evento de mercado em parceria com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT).
O presidente da AGERT, Alessandro Heck, explicou que a escolha de Torres carrega um gesto simbólico e estratégico. Segundo ele, a entidade mantém a tradição de iniciar o ano com uma reunião mais reflexiva, voltada a alinhar visão e planejamento. “É um encontro mais conceitual, em que colocamos os pés no chão para discutir estratégia, não apenas da associação, mas do rádio e da televisão como um todo, com uma visão mais ampla de mercado”, afirmou.
Heck ressaltou ainda que a escolha de Torres como sede do encontro simboliza o reconhecimento e o prestígio ao Grupo Maristela, bem como ao trabalho desenvolvido pelo gerente do Grupo e membro do Comitê de Inovação da AGERT, Jedson Teixeira dos Santos, além da atuação de outras lideranças regionais que fortalecem a radiodifusão gaúcha. Para ele, descentralizar as discussões e levar a entidade ao litoral, em um período de grande circulação de pessoas e radiodifusores, fortalece a representatividade do setor.
Entre os principais temas debatidos, ganhou destaque a apresentação do engenheiro Luiz Carlos Abrahão, da ABERT, sobre o rádio híbrido. Para o presidente da AGERT, a tecnologia tem potencial de impacto semelhante ao da TV 3.0 na televisão aberta. “O rádio híbrido permite continuidade de sinal, integração com a internet e uso estratégico de dados, ampliando a capacidade de planejamento, entrega de conteúdo e relacionamento com o público e o mercado”, explicou.

Além do eixo tecnológico, a AGERT apresentou uma agenda robusta para 2026, que inclui seminários regionais, um evento de mercado em parceria com a ABERT, marcado para 30 de abril, em Porto Alegre, e debates sobre o papel do rádio e da televisão na curadoria da informação, especialmente em um ano marcado por processos eleitorais. “Temos a responsabilidade de reforçar a credibilidade, a relevância e o compromisso ético da radiodifusão”, pontuou Heck.
Fundada em 1962, a AGERT reúne atualmente 348 filiados entre emissoras de rádio, televisão e representantes comerciais. Com uma trajetória ligada à defesa da liberdade de informação e da livre iniciativa, a entidade reafirma, em Torres, seu compromisso de preparar o setor para os desafios tecnológicos, mercadológicos e editoriais, garantindo futuro e sustentabilidade aos meios que seguem sendo a voz cotidiana de milhares de gaúchos.
O sócio proprietário da Di Paolo, Paulo Geremia, realizou uma apresentação em que compartilhou detalhes de sua trajetória pessoal e profissional, além de relembrar a história da marca, destacando os desafios enfrentados, as estratégias adotadas ao longo dos anos e os marcos que contribuíram para consolidar o empreendimento como referência no setor gastronômico.
Fotos: Luis Fernando

