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A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou nesta sexta-feira (20) o 11º boletim de balneabilidade da temporada 2025/2026 e acendeu alerta para o Litoral Norte. De acordo com o levantamento, duas praias da região aparecem como impróprias para banho, localizadas nos municípios de Tramandaí, na Avenida da Igreja, e Cidreira, na Concha Acústica. Além disso, segue em condição inadequada a água da Lagoa do Peixoto, em Osório, ponto que até agora constou como impróprio em todos os boletins divulgados nesta temporada.
Segundo o relatório, a lagoa apresenta índice extremamente elevado de cianobactérias, com 344.774 células por mililitro, quando o limite seguro é de 50 mil. A análise indica processo de eutrofização e presença de microrganismos potencialmente produtores de toxinas, o que pode provocar intoxicações agudas ou crônicas em banhistas. O resultado reforça a orientação para que a população evite qualquer contato com a água nesse local até que haja melhora nas condições.
No total, o boletim aponta dez pontos impróprios entre os 96 monitorados em praias e balneários de 45 municípios gaúchos. Em comparação ao relatório anterior, locais em São Lourenço do Sul e Tapes deixaram a lista, enquanto novas ocorrências foram registradas em cidades do interior e da zona sul. O monitoramento é realizado com apoio da Companhia Riograndense de Saneamento e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas, que coletam e analisam amostras semanalmente.
O programa acompanha neste verão pontos adicionais que passaram a integrar o sistema, como áreas em Balneário Pinhal e Capão da Canoa. Os resultados são divulgados sempre às sextas-feiras e seguem até 27 de fevereiro, integrando a Operação Verão Total. A classificação considera parâmetros de E.coli e, em alguns locais, também a concentração de cianobactérias, com base em resoluções ambientais nacionais.
A recomendação das autoridades é que banhistas entrem na água apenas em pontos sinalizados como próprios, evitem o banho após chuvas intensas e mantenham atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, já que esses grupos são mais vulneráveis a contaminações.
Foto: Reprodução Fepam

