>> Siga o canal do Grupo Maristela no WhatsApp.
Durante três semanas entre janeiro e fevereiro, a força-tarefa do Programa Segurança dos Alimentos, coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, percorreu praias do litoral do Estado inspecionando mercados, açougues, restaurantes e padarias. Ao final da operação, foram apreendidas cerca de 22 toneladas de produtos impróprios para consumo e determinados casos resultaram na interdição de estabelecimentos que apresentavam risco à saúde pública. O balanço marca o encerramento das ações realizadas durante a temporada de veraneio de 2026.

O Litoral Norte concentrou o maior volume de apreensões, com mais de 20 toneladas recolhidas em fiscalizações realizadas nos municípios de Arroio do Sal, Imbé, Tramandaí, Capão da Canoa, Xangri-lá e Torres. Segundo a força-tarefa, apesar das irregularidades, também foram observados avanços no controle sanitário e na organização de estoques, com redução de itens vencidos e melhorias no armazenamento em parte dos locais vistoriados.
O caso considerado mais grave ocorreu em Imbé, nos dias 11 e 12 de fevereiro, quando mais de 10 toneladas de produtos impróprios foram apreendidas. Apenas em um supermercado, cerca de 9 toneladas de carne e pescados foram retiradas de seis contêineres. Os fiscais constataram descongelamento, acondicionamento inadequado, ausência de rastreabilidade e indícios de retirada de embalagens a vácuo para possível reetiquetagem.
O promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho destacou a importância das operações durante o veraneio, período em que a população do Estado se desloca em grande número para o litoral. Ele alertou que as altas temperaturas exigem atenção redobrada à refrigeração, especialmente de produtos voltados ao público infantil, mais sensíveis às variações térmicas. O promotor também chamou atenção para práticas irregulares identificadas, como o desligamento de equipamentos de refrigeração durante a noite, o que pode comprometer alimentos mesmo dentro do prazo de validade.
O representante do Ministério Público ressaltou ainda o trabalho integrado das instituições parceiras, entre elas o GAECO, a Secretaria Estadual da Saúde, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, a Brigada Militar, a Delegacia do Consumidor, vigilâncias sanitárias municipais e o Corpo de Bombeiros. Segundo ele, a atuação conjunta garante segurança às equipes e amplia a fiscalização, incluindo verificações ambientais e combate à comercialização irregular de produtos como carvão sem origem e animais silvestres.
Também participaram das ações os promotores Mauro Rockenbach, Dinamárcia Maciel de Oliveira, Mari Oni Santos da Silva, Luziharin Carolina Tramontina, Andrelise Borrin Bagatini e José Alexandre da Silva Zachia Alan, que atuaram nas diferentes regiões fiscalizadas. De acordo com o Ministério Público, a continuidade das operações é considerada essencial para garantir que os estabelecimentos mantenham padrões sanitários adequados e que os consumidores tenham acesso a produtos seguros.
Fotos: Divulgação MPRS

