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A Justiça marcou para o dia 16 de abril de 2026 o julgamento de Miqueline Monteiro, mulher que era namorada de Andrei Lentz Bauer na época do crime que resultou na morte da jovem Marine Pacheco de Matos. O julgamento ocorrerá no Tribunal do Júri da Comarca de Torres. Inicialmente, a sessão estava prevista para ocorrer no mês de março, mas acabou sendo adiada e remarcada para abril.

O caso voltou a ganhar repercussão após a condenação do ex-namorado da vítima. Em julgamento realizado no Tribunal do Júri, Andrei Lentz Bauer foi condenado a 23 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pela morte da ex-namorada. A condenação ocorreu por homicídio com três qualificadoras: motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, crime caracterizado pela violência contra a mulher em razão do gênero.
O julgamento foi presidido pela juíza Marilde Angélica Webber Goldschmidt e se estendeu por praticamente todo o dia, com início pela manhã e término próximo das 20h. Durante a sessão foram ouvidas testemunhas, realizado o interrogatório do réu e apresentados os debates entre acusação e defesa antes da decisão final do Conselho de Sentença.
Relembre o caso
O crime ocorreu no fim de 2022. O corpo de Marine Pacheco de Matos, então com 18 anos, foi encontrado na manhã de 31 de dezembro daquele ano na rua Recreio, na Praia Gaúcha, em Torres. A jovem era moradora da Vila São João.
O corpo foi localizado por uma mulher que passava pelo local nas primeiras horas da manhã. Inicialmente, a vítima não apresentava sinais aparentes de violência e foi encaminhada para necropsia. As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul resultaram na identificação de Andrei como principal suspeito, culminando posteriormente em sua prisão e condenação.
Durante as fases iniciais da investigação, além de Andrei, também foram indiciadas a então namorada do acusado e sua mãe. No entanto, após a análise das provas, o Ministério Público do Rio Grande do Sul entendeu que havia indícios mínimos de autoria apenas em relação a Andrei e à mulher que mantinha relacionamento com ele na época.
Ao longo da tramitação do processo, o Ministério Público reavaliou parte das evidências e concluiu que não havia elementos suficientes para que a companheira fosse levada imediatamente a julgamento junto com o acusado. Assim, apenas Andrei foi submetido ao Tribunal do Júri naquele momento.
A situação envolvendo a então namorada do acusado seguiu em tramitação própria e agora será analisada pelo Tribunal do Júri. Atualmente, ela e Andrei não mantêm mais relacionamento.
Com o julgamento marcado para abril, o caso volta a mobilizar familiares da vítima e a comunidade, que acompanhou de perto as investigações e o primeiro julgamento relacionado ao crime.
Fotos: Arquivos pessoais

