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Temática das mulheres abre encontros do núcleo regional da Rede Ecovida de Agroecologia

por Melissa Maciel
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Na semana do Dia Internacional da Mulher, a primeira plenária de 2026 do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia, dia 10 de março em Porto Colônia, Dom Pedro de Alcântara, celebrou as conquistas das mulheres e alertou para a escalada dos feminicídios no Rio Grande do Sul. A convite da coordenação, representantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) participaram de uma roda de conversa em que a dirigente Jurema Justo Mengue recordou sua história e a formação do Movimento.

Na sequência, outras mulheres contaram como o movimento social e a agroecologia contribuíram em suas trajetórias. “Eu sou o que sou hoje, agradeço ao movimento de mulheres e à Acert (Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres). Somos os pioneiros – a Acert – , e a Acert nos ensinou muito e nos valorizou muito como mulher”, destacou a agricultora Luzia Carlos Fernandes.

Os homens também se manifestaram pela igualdade entre os gêneros. “Muita coisa a gente pode melhorar, nesse sentido de ocuparmos mais funções que hoje são invisíveis, que nem enxergamos que são nossas as tarefas da casa, as tarefas com os filhos”, alertou Anderson Girotto, do grupo Sal da Terra, de Caraá. Outro alerta feito pelo agricultor foi sobre a necessidade de educar as próximas gerações para que não sejam assassinos de mulheres.

Sobre este crescente problema de saúde pública, o biólogo Sidilon Mendes fez uma fala em que apontou o constrangimento de abordar o tema, por ser, além de marido, filho e irmão, pai e avô de mulheres. “Feminicídio disparou exatamente pelos avanços contra ele. Hoje temos mais campanhas, mais discursos mais políticas públicas de proteção às mulheres. Proteger as mulheres, empoderar as mulheres, incomoda muitos homens, de todas as classes”.

Plenária

Além do momento de formação, a primeira plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia teve relatos sobre o 13º Encontro Ampliado da Rede Ecovida (Eare), dias 21, 22 e 23 de novembro de 2025 em Santa Rosa, no noroeste do estado; leitura das atas das visitas de verificação de conformidade orgânica, renovação dos certificados e agendamento da próxima rodada de visitação.

Núcleo e Rede

O Litoral Solidário é um dos 34 núcleos da Rede Ecovida de Agroecologia, sendo o representante da Rede no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. É formado por 46 grupos e associações de famílias agricultoras dos municípios de Maquiné, Caraá, Santo Antônio da Patrulha, Terra de Areia, Itati, Três Forquilhas, Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Dom Pedro de Alcântara, Torres e Mampituba. Ação Nascente Maquiné (Anama) e Centro Ecológico são as organizações de assessoria técnica. A Rede Ecovida é uma rede de fomento à agroecologia, que reúne quase 3 mil famílias em 352 municípios dos três estados do Sul do Brasil.

Fonte: Centro Ecológico / Miriam Sperb