A declaração anual de rebanho voltou ao calendário do produtor rural e já está em andamento. O prazo iniciou em 1º de abril e segue até 30 de junho, período em que agricultores precisam atualizar informações sobre animais mantidos nas propriedades. Em entrevista à Rádio Maristela, na terça-feira, 14, a fiscal estadual agropecuária e médica veterinária Luciana Cunha destacou que o procedimento, além de obrigatório, é decisivo para o controle sanitário no campo.
Com atuação na Inspetoria de Torres desde 2010, ela aponta que o processo ganhou agilidade com a possibilidade de preenchimento online – www.agricultura.rs.gov.br/declaracao. O produtor pode acessar o sistema e atualizar dados sem sair de casa, informando espécies, quantidade e faixa etária dos animais. “É uma praticidade que facilita a rotina, mas quem tiver dificuldade pode buscar apoio da família ou procurar atendimento presencial”, explicou. O atendimento direto, segundo ela, fica priorizado para produtores com maior limitação no uso de tecnologia.
A declaração abrange bovinos, ovinos, equinos, aves, peixes, abelhas e também pequenos animais como cães e gatos, desde que vinculados à área rural. Luciana reforça que mesmo propriedades sem animais no momento devem manter o cadastro atualizado. “Se a pessoa tem registro ativo, precisa declarar, ainda que não tenha rebanho naquele período”, afirmou.

OUTROS CUIDADOS
A base de dados formada a partir dessas informações orienta ações rápidas em caso de emergência sanitária. Segundo a fiscal, o serviço veterinário oficial tem até 12 horas para agir diante de suspeitas de doenças. “Se não soubermos onde estão os animais, perdemos tempo e aumentamos o risco”, disse.
Além da declaração, ela chama atenção para medidas preventivas. A vacinação contra raiva em mamíferos domésticos e contra brucelose em bovinos segue como recomendação permanente. No caso da brucelose, a aplicação deve ser feita exclusivamente por médico veterinário.
Outro ponto destacado é o cuidado com animais silvestres. A orientação é evitar contato, manter distância e não interferir no ambiente natural. O alerta se intensifica neste período do ano com a chegada de aves migratórias ao litoral. “Observar à distância já é suficiente. O contato traz risco tanto para as pessoas quanto para os animais”, afirmou.
A Inspetoria Veterinária de Torres atende produtores por meio de contato via WhatsApp, no número 3664-2394. A meta, segundo Luciana, é ampliar o índice de adesão e alcançar o total de propriedades regularizadas nos municípios atendidos.

