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Julgamento sobre caso Marine Pacheco é adiado em Torres

por Anderson Weiler
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O julgamento de Miqueline Monteiro, que estava marcado para esta quarta-feira (16), no Tribunal do Júri da Comarca de Torres, foi adiado. A suspensão da sessão ocorreu devido a problemas de saúde da magistrada responsável pelo caso.

Inicialmente previsto para março, o julgamento já havia sido remarcado para abril, gerando expectativa em torno do desfecho de mais uma etapa do caso que teve grande repercussão na região. Até o momento, não foi divulgada uma nova data para a realização da sessão.

Miqueline Monteiro era namorada de Andrei Lentz Bauer na época do crime que resultou na morte da jovem Marine Pacheco de Matos. O caso voltou ao centro das atenções após a condenação de Bauer, ex-namorado da vítima.

Em julgamento realizado anteriormente no Tribunal do Júri, ele foi condenado a 23 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ele foi considerado culpado por homicídio com três qualificadoras: motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, caracterizado pela violência contra a mulher em razão do gênero.

A sessão foi presidida pela juíza Marilde Angélica Webber Goldschmidt e se estendeu ao longo de todo o dia, com oitiva de testemunhas, interrogatório do réu e debates entre acusação e defesa, culminando na decisão do Conselho de Sentença.

Com o adiamento do novo julgamento, o processo segue aguardando definição de uma nova data por parte do Judiciário.

Relembre o caso

O crime ocorreu no fim de 2022. O corpo de Marine Pacheco de Matos, então com 18 anos, foi encontrado na manhã de 31 de dezembro daquele ano na rua Recreio, na Praia Gaúcha, em Torres. A jovem era moradora da Vila São João.

O corpo foi localizado por uma mulher que passava pelo local nas primeiras horas da manhã. Inicialmente, a vítima não apresentava sinais aparentes de violência e foi encaminhada para necropsia. As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul resultaram na identificação de Andrei como principal suspeito, culminando posteriormente em sua prisão e condenação.

Durante as fases iniciais da investigação, além de Andrei, também foram indiciadas a então namorada do acusado e sua mãe. No entanto, após a análise das provas, o Ministério Público do Rio Grande do Sul entendeu que havia indícios mínimos de autoria apenas em relação a Andrei e à mulher que mantinha relacionamento com ele na época.

Ao longo da tramitação do processo, o Ministério Público reavaliou parte das evidências e concluiu que não havia elementos suficientes para que a companheira fosse levada imediatamente a julgamento junto com o acusado. Assim, apenas Andrei foi submetido ao Tribunal do Júri naquele momento.

A situação envolvendo a então namorada do acusado seguiu em tramitação própria e agora será analisada pelo Tribunal do Júri. Atualmente, ela e Andrei não mantêm mais relacionamento.

Com o julgamento marcado para abril, o caso volta a mobilizar familiares da vítima e a comunidade, que acompanhou de perto as investigações e o primeiro julgamento relacionado ao crime.

Fotos: Arquivos pessoais