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Saúde da Mulher: Uma Jornada em Constante Evolução

por Anderson Weiler
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O Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, nos convida a refletir sobre o cuidado ao longo da vida. Quando falamos em saúde da mulher, esse cuidado não acontece em um único momento, mas em uma jornada contínua, marcada por transformações hormonais e metabólicas que necessitam de cuidado e atenção especiais.

A transição entre menarca e menopausa tem muitas nuances, muitas modificações e muitos sentimentos. A atenção a cada um desses pontos faz com que o trajeto da vida da mulher seja mais leve.

Adolescência: O Despertar do Autocuidado

Neste momento,  inicia a relação de parceria com o (a) ginecologista. Nesta fase, o foco sai do exame físico invasivo e foca na educação e no acolhimento.

* O que muda: início do ciclo menstrual e mudanças corporais (mamas, pelos, pele)

* Foco preventivo: vacinação contra o HPV (fundamental antes do início da vida sexual) e orientações sobre contracepção e ISTs. Neste momento, pode-se iniciar a conversa sobre sexualidade e anticoncepção.

* Autocuidado: é um excelente momento para aprender sobre cuidados de higiene e bons hábitos.

* O objetivo: construir uma relação de confiança com o (a) médico (a) para que a saúde íntima deixe de ser um tabu.

Fase Adulta – Fase Fértil: Equilíbrio e Planejamento

É o período de maior atividade hormonal e, muitas vezes, de grandes decisões de vida.

* O que muda: consolidação do ciclo menstrual e possível desejo de gestação.

* Foco preventivo: rastreamento de câncer de colo de útero (Papanicolau), controle de distúrbios como SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) e endometriose.

* Além do consultório: discussão sobre saúde mental, libido e métodos contraceptivos que se adaptem ao estilo de vida da mulher.

Climatério e Menopausa: Maturidade com Qualidade

A transição para o fim da vida reprodutiva exige um olhar atento ao metabolismo. Hoje as mulheres estão vivendo mais e desejam viver com qualidade de vida, incluindo obviamente a vida sexual.

* O que muda: queda na produção de estrogênio, o que afeta o sono, o humor, o metabolismo, a saúde óssea, a própria relação da mulher com suas modificações corporais.

* Foco preventivo: mamografia regular, exames de densitometria óssea e monitoramento cardiovascular (o risco cardíaco aumenta após a menopausa) e colonoscopia.

* O objetivo: gerenciar sintomas (fogachos, secura vaginal, alterações drásticas no sono e no humor, nas dores articulares) e garantir que a maturidade venha acompanhada de vigor físico.

O corpo da mulher muda, mas não perde valor. Ganha História.

Dra. Wilma Lucy Mendonça

Cooperada e coordenadora regional de Torres da Unimed Porto Alegre

Fotos: Freepik