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Vírus respiratórios avançam fora de época e aumentam casos mais graves

por Melissa Maciel
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A mudança de estação já não determina mais o comportamento dos vírus respiratórios. O que antes era típico do inverno agora chega antes, com mais intensidade e impacto direto nos serviços de saúde. O alerta é do pneumologista Dr. Carlos Villanova, em entrevista nesta sexta-feira, 24, na Rádio Maristela, que observa um cenário de circulação antecipada e simultânea de diferentes agentes infecciosos.

“Os vírus não estão mais respeitando as estações. A gente já tem influenza, rinovírus, parainfluenza, vírus sincicial e a covid circulando antes do esperado”, afirma. Segundo ele, esse movimento amplia o risco de casos graves, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

A antecipação dessas infecções tem pressionado a rede de atendimento. O especialista aponta um padrão claro. Mais casos, mais cedo e com maior potencial de agravamento em grupos vulneráveis.

VACINAÇÃO

A vacinação segue como principal estratégia de proteção. “Hoje nós temos vacinas eficazes para influenza, covid e também para o vírus sincicial respiratório. Para quem está nos grupos de risco, essa é a medida mais importante”, destaca. Ele cita como mais vulneráveis pessoas acima de 60 anos, pacientes com diabetes, doenças cardíacas, renais ou imunossupressão.

A adesão às campanhas, segundo o médico, tem melhorado após um período de queda. Esse movimento é visto como positivo diante do novo comportamento dos vírus.

FORMAS DE PREVENIR CONTÁGIO

Além da vacina, medidas simples seguem sendo determinantes. Evitar ambientes fechados e com aglomeração, usar máscara em caso de sintomas gripais e manter a ventilação dos espaços são orientações centrais. “Se a pessoa está resfriada, precisa proteger os outros. Esses vírus se espalham com muita facilidade”, pontua.

O cuidado com os ambientes também entra na rotina preventiva. Abrir janelas pela manhã e manter circulação de ar são práticas recomendadas. Já no fim do dia, quando a temperatura cai, o ideal é manter os espaços mais fechados para evitar exposição ao frio, que pode irritar as vias respiratórias.

Entre as orientações práticas, o médico chama atenção para um detalhe cotidiano. “Usar uma camiseta de algodão por baixo da roupa ajuda a manter a temperatura do corpo estável. Essa variação térmica favorece infecções”, explica.

Na alimentação, não há solução isolada. O especialista reforça que não existe um alimento ou suplemento capaz de prevenir diretamente infecções respiratórias. “O que vale é manter uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras, proteínas e boa hidratação”, afirma. Sobre a vitamina C, ele é direto. “Ela deve ser consumida nos alimentos, mas não há evidência de que previna essas doenças.”

A covid-19 segue no cenário, agora com comportamento de doença persistente. “Ela veio para ficar”, resume. Diante disso, o cuidado contínuo passa a fazer parte da rotina, sem depender da estação. Informação, prevenção e responsabilidade individual seguem sendo os pilares para reduzir impactos coletivos.

Confira a íntegra da entrevista: