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Na manhã ensolarada deste domingo, 3, o céu de Torres voltou a presentar o público com um espetáculo técnico e emocional no encerramento do 36º Festival Internacional de Balonismo. Com condições ideais de voo após um sábado de instabilidade, as últimas provas da competição foram realizadas na Arena de Balões, no Parque Odilo Webber Rodrigues, e colocaram em xeque cada centímetro de precisão dos pilotos. Mais do que voar, o momento agora é de medir, e é nesse detalhe quase invisível ao público que se constrói o resultado final.

COMO SE DÁ A MEDIÇÃO DAS PROVAS?
Logo após o encerramento das tarefas, por volta das 9h, iniciou-se uma etapa decisiva com o trabalho da equipe técnica da competição. Conforme explicou o especialista do Blog Balonismo, Lasier França, cada marca lançada pelos pilotos, pequenos pesos com fitas de diferentes cores, passa por um rigoroso processo de conferência. A trena é posicionada exatamente no centro do “X”, ponto-alvo da prova Fly-In, e a partir dali se mede, com precisão milimétrica, a distância de cada lançamento. “Estamos falando de diferenças que podem ser de centímetros ou até milímetros. É isso que define quem leva mil pontos ou perde posições”, destaca Lasier.
A lógica da pontuação, embora automatizada em sistema, exige uma coleta manual minuciosa. Cada tarefa pode render mil pontos, mas a distribuição segue um cálculo matemático complexo, que considera a performance relativa de todos os competidores. Os dados coletados em campo são encaminhados ao chefe de pontuação, que alimenta o sistema e consolida o ranking, que pode ser acompanhado no site WatchMeFly | Current Competitions. O processo, segundo a organização, leva cerca de duas horas, tempo que separa a expectativa da consagração.
Além do Fly-In, a manhã contou com a prova de máxima distância com duas marcações, uma das mais estratégicas da competição. Nela, os pilotos precisam lançar duas marcas dentro de uma área delimitada e buscar a maior distância entre elas. “A melhor estratégia é posicionar as marcas em extremidades opostas. Vence quem conseguir maior amplitude entre os lançamentos”, explica Lasier. As cores das fitas, amarela, branca e preta, permitem à equipe identificar rapidamente a qual prova pertence cada marca, garantindo rastreabilidade e organização no processo.
Outro ponto alto foi o alvo instalado em Passo de Torres/SC, ampliando o percurso e exigindo leitura refinada de vento e navegação. O trajeto, que partia da Arena em Torres, exigiu dos pilotos decisões rápidas e execução precisa, consolidando o alto nível técnico desta edição.
QUEM SERÁ O CAMPEÃO 2026
A disputa pelo título segue em aberto e altamente competitiva. Até o início da apuração das provas deste domingo, Kaio Chemin liderava com vantagem de cerca de 300 pontos sobre o torrense Fernando Silva, enquanto Fábio Passos aparecia logo atrás, com diferença aproximada de 500 pontos. Um cenário que transforma cada centímetro medido em potencial mudança de liderança.
Nos bastidores, o clima é de concentração absoluta. A equipe técnica repete medições, valida números e reforça protocolos para eliminar qualquer margem de erro. “É o trabalho de uma semana inteira em jogo. A responsabilidade é enorme”, pontua Lasier. Enquanto isso, o público, que lotou o parque desde as primeiras horas do dia, acompanhando as provas com muita vibração.
A previsão é de que o resultado oficial seja divulgado próximo ao meio-dia, coroando o campeão de 2026. Até lá, o festival segue pulsando, um espetáculo onde o céu encanta, mas é na terra que se decide quem fez história.






