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O céu de Torres consagrou mais um campeão, mas o que permanece após o evento é o debate sobre o futuro do Festival Internacional de Balonismo. O paranaense Kaio Chemin, vencedor da 36ª edição, apresentou um olhar técnico e afetivo sobre o encontro durante entrevista por videochamada à Rádio Maristela, na quarta-feira, 6, com sugestões diretas que passam pela essência do balonismo e pela experiência do público.
“Quem vem ao festival quer ver balão. É isso que encanta”, afirmou. A crítica não é à estrutura geral, que ele reconhece como organizada, mas à centralidade do espetáculo. Segundo Chemin, há momentos em que o parque fica sem balões inflados, enquanto famílias aguardam justamente esse contato. Para ele, ampliar a presença dos balões ao longo do dia é uma medida necessária para fortalecer o vínculo com o público.
Outro ponto sensível está no equilíbrio entre competição e tradição. O piloto observa que o nível técnico elevado e a disputa acirrada têm seu valor, especialmente para quem busca performance, mas podem afastar o caráter festivo que historicamente marca o evento. “O balonismo nasce da convivência, da família, da troca entre pilotos e público”, disse.
A experiência de quem vem de fora também entrou na pauta. Chemin relatou dificuldades enfrentadas por delegações estrangeiras, especialmente na hospedagem. Para ele, o acolhimento precisa estar à altura da relevância internacional do festival. “São pessoas que viajam de longe para estar aqui. Precisam ser bem recebidas”, pontuou, sugerindo inclusive alternativas como hospedagem solidária com apoio da comunidade.
No campo da formação, a proposta é aproximar o balonismo das escolas. O piloto defende a criação de agendas educativas durante o evento, com visitas de estudantes e conversas com pilotos. “É assim que se forma público e se inspira novos profissionais. A gente planta hoje para colher amanhã.”
Apesar das observações, Chemin reconhece avanços na organização e destaca a segurança como um ativo consolidado. Ele também valida as novas regras do setor, que ampliam a fiscalização e elevam o padrão técnico da atividade. “Isso separa quem é profissional de quem não está preparado. E segurança é inegociável.”
No balanço final, a mensagem do campeão foi de um festival que cresce quando mantém sua identidade. E, no caso de Torres, essa identidade tem endereço certo. Está no céu.
TRAJETÓRIA DO CAMPEÃO 2026
Entre 2023 e 2025, o piloto Kaio Chemin apresenta evolução consistente no balonismo, saindo de um 26º lugar no Campeonato Brasileiro para resultados mais competitivos nos anos seguintes. Em 2024, conquista o título em Rio Branco do Ivaí e mantém presença relevante em provas estaduais e nacionais. Já em 2025, consolida a regularidade com vitória na Copa Paranaense em Castro, pódio em Torres (3º lugar) e desempenho sólido em diferentes etapas, indicando amadurecimento técnico e presença constante entre os principais nomes do circuito.
TÍTULOS DE KAIO CHEMIN
| ANO | EVENTO | LOCAL | COLOCAÇÃO | PONTOS |
| 2026 | 36º Festival Internacional de Balonismo de Torres / RS | Torres / RS | 1 | 8,414 |
| 2025 | 4º Festival de Balonismo de Rio Branco do Ivaí | Rio Branco do Ivaí, Paraná | 6 | 532 |
| 2025 | Copa Paranaense de Balonismo – Etapa Castro | Castro, PR | 1 | 896 |
| 2025 | 3º Campeonato Paranaense de Balonismo | Ponta Grossa / PR | 5 | 584 |
| 2025 | 38º Campeonato Brasileiro de Balonismo | Boituva – SP | 14 | 598 |
| 2025 | 35º Festival Internacional de Balonismo de Torres / RS | Torres / RS | 3 | 863 |
| 2024 | 2º Campeonato Paranaense de Balonismo | Ponta Grossa / PR | 6 | 463 |
| 2024 | 3° Festival de Balonismo de Rio Branco do Ivaí | Rio Branco do Ivaí, Paraná | 1 | 970 |
| 2024 | 37º Campeonato Brasileiro de Balonismo | Boituva / SP | 24 | 466 |
| 2023 | 36º Campeonato Brasileiro de Balonismo | Boituva – SÃO PAULO | 26 | 307 |
CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

