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A Câmara de Vereadores de Torres recebeu, na última quarta-feira, uma reunião preparatória voltada às futuras audiências públicas sobre o projeto do Porto Meridional, previsto para ser instalado em Arroio do Sal. O encontro reuniu discussões técnicas sobre impactos ambientais, sociais e econômicos relacionados ao empreendimento, que segue em processo de licenciamento ambiental.
Durante a reunião, foram apresentados pontos ligados aos estudos ambientais e às possíveis consequências que a instalação do porto poderá causar ao ecossistema do Litoral Norte. Entre as principais preocupações levantadas estiveram os impactos sobre a fauna marinha, a flora costeira e o equilíbrio ambiental da região.
Participantes demonstraram receio quanto a possíveis alterações na dinâmica do mar, contaminação da água e do solo, movimentação de sedimentos e reflexos diretos na biodiversidade da costa gaúcha. Também foram debatidos os possíveis impactos em espécies que fazem parte da identidade natural da região, como baleias, golfinhos, botos, tartarugas e aves marinhas que utilizam o litoral entre Torres e Arroio do Sal em diferentes períodos do ano.
Especialistas e representantes de entidades ambientais alertaram para mudanças que podem atingir ecossistemas costeiros, além de possíveis reflexos na pesca, no turismo e na preservação ambiental caso o projeto avance sem medidas rigorosas de controle e compensação ambiental.
Ao mesmo tempo, setores favoráveis ao empreendimento defendem que o Porto Meridional poderá representar desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento logístico para o Rio Grande do Sul. O projeto segue dividindo opiniões no Litoral Norte e deve ganhar ainda mais repercussão nas próximas semanas com a realização das audiências públicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) previstas para junho.
As audiências fazem parte das etapas do processo de licenciamento ambiental do empreendimento e devem reunir representantes públicos, entidades, especialistas e moradores da região para discutir os impactos socioambientais do projeto.

