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Leia no Jornal do Mar desta sexta-feira as denúncias recentes e a crise no Hospital de Torres

por Melissa Maciel
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O Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres, enfrenta uma crise marcada por denúncias de negligência médica, dificuldades financeiras e questionamentos sobre a qualidade do atendimento.

Casos recentes envolvendo a morte da bebê Aurora, uma gaze esquecida em uma paciente após cesariana e a morte de outra mãe durante o parto aumentaram a insegurança da população e motivaram pedidos de investigação.

O hospital informou ter instaurado sindicância interna e afirmou colaborar com o Cremers e autoridades policiais. Paralelamente, denúncias de precarização da UTI apontam falta de médicos intensivistas, equipe reduzida e atrasos salariais.

Os setores de maternidade e UTI acumulam déficit superior a R$ 5,2 milhões, segundo dados do próprio IB Saúde. O Ministério Público acompanha a situação e busca evitar colapso nos serviços. Uma nova reunião entre Ministério Público, Estado e Prefeitura de Torres está marcada para hoje, 29 de maio, sexta-feira, às 16h30, para atualização do cenário financeiro e definição de possíveis encaminhamentos.

Pesquisa da Rádio Maristela mostra forte insatisfação popular com o atendimento hospitalar. Na enquete foi perguntado aos ouvintes: “Na sua opinião, o atendimento no hospital é?”. O resultado mostrou forte insatisfação popular. Dos 363 votos registrados, 54% classificaram o atendimento como ruim; 36% consideraram regular; e apenas 10% avaliaram como bom.

Outra pergunta feita aos ouvintes foi: “O que precisa melhorar no Hospital para mais qualidade no atendimento?”. As respostas apresentaram pontos recorrentes: necessidade de mais médicos e especialistas; ampliação da oferta de exames; rapidez em tomografias, ecografias e raio-x; melhoria na infraestrutura; falta de materiais básicos; valorização e melhor remuneração dos profissionais; ampliação das especialidades; mais acolhimento e humanização; críticas à transferência de pacientes para a UPA sem triagem adequada; necessidade de cumprimento de horários no ambulatório.

O cenário expõe não apenas uma crise financeira e administrativa, mas uma crise de confiança. Em meio às investigações e cobranças por respostas, cresce a pressão para que medidas concretas sejam adotadas para garantir segurança, transparência e qualidade no atendimento prestado à comunidade.

A reportagem completa, com entrevistas, dados financeiros está disponível GRATUITAMENTE em www.jornaldomar.com.br e no Canal do Grupo Maristela no WhatsApp.