A Polícia Civil de Torres registrou avanços importantes no combate à criminalidade, na investigação de delitos e na qualificação do atendimento à população. As informações foram apresentadas pelo delegado de Polícia Civil, Marcos Vinicius Muniz Veloso, durante entrevista concedida nesta quinta-feira (11).

Segundo o delegado, a Delegacia de Polícia de Torres foi a unidade que mais remeteu inquéritos policiais no Litoral Norte gaúcho, conforme levantamento apresentado em reunião realizada nesta semana em Capão da Canoa. O resultado reflete o trabalho desenvolvido pela equipe de policiais civis do município.
Além da produtividade investigativa, o delegado destacou operações de grande porte realizadas nos últimos anos em parceria com o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), que resultaram em mais de 150 prisões. Uma das operações teve 65 presos e outra 85.
Outro avanço anunciado é a criação de um espaço humanizado para atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica durante os horários em que a Sala das Margaridas não está em funcionamento. A adaptação será realizada em uma das cabines de plantão da delegacia.
“Será um dos primeiros atendimentos deste modelo no interior do Estado, oferecendo mais acolhimento e privacidade às vítimas fora do horário comercial”, afirmou o delegado.
A melhoria faz parte de um conjunto de adequações estruturais realizadas na delegacia, que conta com apoio do comissário de polícia Elbio Bock e da Secretaria Municipal de Obras. O prédio atual foi construído em 1971 e, segundo o delegado, já não atende plenamente às exigências impostas pelas mudanças na legislação e nos procedimentos policiais das últimas décadas.
Por isso, a Polícia Civil segue trabalhando para viabilizar uma nova sede para a delegacia de Torres.
Segurança pública
Ao comentar manifestações recentes de comerciantes que pedem reforço na segurança pública, Marcos Veloso afirmou que as reivindicações são legítimas, mas ressaltou que Torres possui um dos menores índices de criminalidade do Litoral Norte.
Entre os indicadores apresentados está a redução dos homicídios. Em 2022, quando assumiu a delegacia, o município registrava 11 homicídios por ano. Atualmente, os números variam entre três e cinco casos anuais.
Apesar da redução dos crimes mais graves, a demanda da Polícia Civil aumentou significativamente. Conforme o delegado, o número de ocorrências registradas passou de pouco mais de seis mil por ano em 2022 para mais de 10 mil atualmente, sem aumento proporcional no efetivo policial.
“Hoje temos praticamente a mesma quantidade de servidores para atender uma demanda muito maior”, observou.
Videomonitoramento
Outro ponto destacado foi a implantação do sistema de videomonitoramento em Torres. Segundo o delegado, as câmeras já estão contribuindo para a identificação de suspeitos e para a elucidação de ocorrências.
A expectativa é que a ferramenta tenha papel ainda mais relevante durante a temporada de verão, período em que há aumento da circulação de pessoas na cidade.
“O videomonitoramento amplia a capacidade de observação das forças de segurança e auxilia tanto a Polícia Civil quanto a Brigada Militar na prevenção e investigação de crimes”, destacou.
Golpes e investigações
Durante a entrevista, delegado Marcos também ressaltou o elevado índice de resolução de crimes de estelionato, especialmente casos relacionados ao golpe do bilhete premiado.
Segundo ele, o trabalho investigativo desenvolvido pela equipe tem contribuído para identificar autores e desestimular a atuação de criminosos no município.
O delegado encerrou agradecendo o apoio da comunidade e destacando o empenho dos policiais civis diante do crescimento da demanda. “A Polícia Civil segue trabalhando para manter Torres entre as cidades mais seguras do litoral gaúcho”, concluiu.



