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Em menos de um ano de funcionamento, a Casa de Passagem de Torres já contribuiu para que 20 pessoas superassem a situação de rua e reconstruíssem seus projetos de vida. O dado foi destacado pela secretária municipal de Assistência Social, Neusa Oriques, durante entrevista concedida à Rádio Maristela nesta quarta-feira, 17, ao apresentar os resultados das ações desenvolvidas pela rede socioassistencial do município.
Segundo a secretária, além do acolhimento oferecido diariamente, o trabalho realizado pelas equipes busca promover a reintegração familiar, social e profissional das pessoas atendidas, criando oportunidades para que retomem sua autonomia e reconstruam seus vínculos comunitários.
REINTEGRAÇÃO
Nesta semana, Torres registra 26 pessoas em situação de rua, conforme levantamento semanal realizado pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Destas, 14 estão acolhidas na Casa de Passagem, serviço que integra a rede de proteção social de alta complexidade do município.
Entre os dias 1º e 12 de junho, 22 pessoas foram encaminhadas para seus municípios de origem após manifestarem interesse em retornar ao convívio familiar. O trabalho envolve abordagem social, contato com familiares, articulação com as equipes de assistência social dos municípios de origem e acompanhamento técnico para garantir que o retorno ocorra de forma segura.
A secretária destacou que os resultados alcançados demonstram a importância do acolhimento temporário aliado ao acompanhamento social contínuo. “Essas pessoas estão trabalhando e conseguindo pagar o aluguel de uma kitnet ou de uma casa simples para morar e seguir a sua vida”, ressaltou.
Para Neusa, o enfrentamento à situação de rua exige também o comprometimento dos municípios da região. “Não vamos resolver o problema simplesmente encaminhando as pessoas para os municípios vizinhos. É preciso que cada cidade assuma sua responsabilidade e desenvolva ações para atender quem está em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
Atualmente localizada no bairro Praia da Cal, a Casa de Passagem possui capacidade para acolher até 20 pessoas entre homens e mulheres. Embora ainda não exista definição oficial sobre uma eventual mudança de endereço, a administração municipal avalia alternativas para qualificar ainda mais o serviço oferecido.
REDE SOCIAL
Durante a entrevista, a secretária também destacou a estrutura da política de assistência social do município. O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) atua na prevenção das situações de vulnerabilidade, fortalecendo vínculos familiares e comunitários e promovendo o acesso a programas e benefícios sociais, como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e benefícios eventuais.
Já o CREAS atende pessoas e famílias que tiveram direitos violados, oferecendo acompanhamento especializado e realizando o trabalho de abordagem social junto à população em situação de rua.
O município conta ainda com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que desenvolve atividades para crianças, adolescentes e idosos, além da Casa de Acolhimento para Crianças e Adolescentes, que atualmente atende 21 acolhidos, sendo 16 moradores de Torres.
NOVOS PROJETOS
Entre os projetos em andamento, a Secretaria Municipal de Assistência Social trabalha na implantação de um segundo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), com recursos do Governo do Estado. Também está em desenvolvimento um projeto habitacional que prevê a construção de mais 25 moradias destinadas a famílias do município.
Outra iniciativa em planejamento é a construção de uma nova sede própria para a Casa de Acolhimento de Crianças e Adolescentes. Enquanto o projeto é finalizado, a Prefeitura avalia a locação de um novo imóvel para oferecer melhores condições de atendimento aos acolhidos.




