>> Siga o canal do Grupo Maristela no WhatsApp

A Associação Torrense de Balonismo (ATB) e a Infraero estabeleceram novos protocolos de comunicação para garantir maior segurança nas operações aéreas envolvendo voos de balão em Torres. As medidas foram definidas em reunião realizada no dia 2 de julho, no Aeroporto de Torres.
O encontro reuniu representantes da ATB e da administração aeroportuária para definir procedimentos de coordenação entre os balonistas e a equipe responsável pelo aeroporto, especialmente em situações de aproximação da área aeroportuária ou necessidade de pouso de emergência.
COMUNICAÇÃO PLENA
O principal ponto do protocolo é a criação de um canal de comunicação direta entre os balonistas e a administração do Aeroporto de Torres. A ferramenta será um grupo telefônico específico, denominado “Coordenação voos SSTE / ATB”, que será utilizado exclusivamente para as operações de balonismo no município.
Por meio desse canal, os balonistas deverão informar previamente a intenção de voo, com dados como data, horário de início e encerramento da operação, nome do coordenador responsável e prefixo do balão.
Além disso, o grupo servirá para comunicar mudanças de rota, aproximação da área do aeródromo e o encerramento do voo, permitindo que a administração do aeroporto acompanhe a liberação do espaço aéreo.
“O principal processo de segurança é a comunicação plena entre os balonistas e a administração do aeroporto. Quando o balonista vai fazer o voo, ele comunica a decolagem. Se estiver se aproximando do aeroporto, também informa a aproximação e, de preferência, avisa quando pousar para que o aeroporto saiba que o espaço aéreo está liberado”, explicou Ricardo Lima, presidente da ATB.
PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
Durante a reunião, também foram definidos procedimentos para casos de emergência, como pouso de balão dentro do sítio aeroportuário.
Nessas situações, a administração do aeroporto poderá acionar o Plano de Emergência (PLEM), comunicar os órgãos envolvidos, interditar temporariamente a pista ou área operacional quando necessário e coordenar o acesso da equipe de apoio do balão.
Na reunião também ficou estabelecido que o operador do balão deverá manter uma equipe de apoio em solo durante toda a operação e providenciar a retirada imediata do equipamento da área operacional, seguindo as orientações da administração aeroportuária.
O tempo de resposta acordado entre as partes prevê a retirada completa do balão e a desinterdição da pista em até 30 minutos, salvo situações excepcionais que comprometam a segurança.
ATIVIDADE EM EXPANSÃO
O gerente do Aeroporto de Torres, Gessilney da Paz Gomes, destacou que a atividade de balonismo na região tende a crescer, tornando essencial a adoção de regras claras de coordenação entre os operadores e a administração aeroportuária.
“Nosso aeroporto está cada vez mais ativo e, por isso, precisamos coordenar com eles todas as nossas operações, principalmente aquelas em que o vento conduz os balões para a região do aeroporto”, afirmou Ricardo Lima.
Segundo os participantes, os procedimentos poderão ser revisados sempre que houver alterações operacionais, normativas ou relacionadas à segurança.
*Com informações da ATB.

