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Delegado pede que novas vítimas e testemunhas procurem a Polícia Civil após prisão de investigado por violência doméstica

por Anderson Weiler
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A prisão preventiva de um homem investigado por violência doméstica, cumprida na quinta-feira (30) em Balneário Camboriú (SC), abriu uma nova fase das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Torres. Em entrevista à Rádio Maristela, o delegado Marcos Vinicius Muniz Veloso afirmou que o objetivo agora é fortalecer o inquérito com provas técnicas, periciais e testemunhais, além de incentivar que outras possíveis vítimas e pessoas que tenham presenciado os fatos procurem a Delegacia de Polícia para contribuir com a investigação.

O delegado ressaltou que a investigação ainda exige um amplo trabalho de coleta de provas | Foto: Juliana Tamaki

Segundo o delegado, a decisão de representar pela prisão preventiva foi tomada após o registro da ocorrência e o início das diligências. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi deferido pelo Poder Judiciário no mesmo dia. O mandado foi expedido no dia 29 de julho e cumprido no dia seguinte, com apoio da Polícia Civil de Balneário Camboriú, município onde o investigado estava sendo monitorado.

Durante a entrevista, Veloso informou que a Delegacia de Torres possui 11 inquéritos já remetidos à Justiça envolvendo o mesmo investigado e três vítimas diferentes. Além desses procedimentos, um novo inquérito está em andamento, relacionado ao caso que motivou a prisão preventiva. Após a repercussão do caso nas redes sociais, outras mulheres também procuraram a delegacia para relatar situações envolvendo o suspeito.

Foto: Nicole Correa/Grupo Maristela

O delegado ressaltou que a investigação ainda exige um amplo trabalho de coleta de provas para garantir a responsabilização criminal do investigado. Entre as diligências previstas estão perícias, oitivas de testemunhas e outras provas técnicas. Ele fez um apelo para que pessoas que tenham convivido com o casal ou presenciado episódios de violência compareçam à Delegacia de Polícia. Conforme explicou, mesmo relatos sobre fatos ocorridos há muitos anos podem ajudar a compreender o comportamento do investigado e fortalecer o conjunto probatório.

Veloso também destacou a importância de que mulheres vítimas de violência doméstica procurem os canais oficiais de atendimento. Embora reconheça que muitas vítimas utilizem inicialmente as redes sociais como forma de desabafo, ele enfatizou que é na delegacia que os fatos são formalizados, permitindo a adoção de medidas protetivas, a instauração de inquéritos e, quando necessário, pedidos de prisão. O delegado lembrou que a Delegacia de Torres conta com atendimento especializado por policiais mulheres e com a Sala das Margaridas, espaço destinado ao acolhimento humanizado das vítimas.

Além do registro presencial, denúncias de violência doméstica também podem ser realizadas por meio do telefone 180. Segundo Veloso, todas as informações recebidas são analisadas pela Polícia Civil, que verifica a veracidade dos fatos antes da adoção das providências legais cabíveis.

Ao final da entrevista, o delegado parabenizou a coragem das mulheres que denunciaram os crimes e reafirmou o compromisso da Polícia Civil com o acolhimento das vítimas. Ele voltou a defender a construção de uma nova Delegacia de Polícia em Torres, afirmando que uma estrutura mais adequada permitirá ampliar o atendimento humanizado não apenas às vítimas de violência doméstica, mas a toda a comunidade.