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Promotor diz que denúncias contra investigado por violência doméstica começaram em 2025 e reforça importância de romper o silêncio

por Anderson Weiler
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O promotor de Justiça da 3ª Promotoria de Justiça de Torres, Márcio Roberto Silva de Carvalho, afirmou que o homem preso preventivamente por suspeita de cometer diversos crimes de violência doméstica já era alvo de investigações do Ministério Público desde o ano passado. Em entrevista à Rádio Maristela, ele detalhou o andamento do caso, explicou os motivos que levaram à decretação da prisão preventiva e fez um alerta para que vítimas e testemunhas denunciem casos de violência contra a mulher.

Segundo o promotor, a primeira denúncia contra o investigado foi apresentada em setembro de 2025, após uma das vítimas procurar a Polícia Civil e registrar ocorrências. Desde então, outras denúncias foram oferecidas pelo Ministério Público por crimes como perseguição, violência psicológica, ameaça e descumprimento de medida protetiva. Conforme Carvalho, um novo inquérito, que apura fatos ainda mais graves, incluindo crimes sexuais e cárcere privado, está em fase final de investigação e deverá resultar em mais uma denúncia enquanto o suspeito permanece preso.

O promotor destacou que a prisão preventiva não ocorre apenas em razão da gravidade dos fatos, mas depende do cumprimento de requisitos previstos na legislação. No caso, ele explicou que foram reunidos elementos que demonstraram a necessidade da medida para evitar novos crimes, impedir interferências na investigação e reduzir o risco de fuga do investigado. Segundo ele, informações obtidas durante o atendimento à vítima na Promotoria foram decisivas para o pedido de prisão, posteriormente acolhido pelo Poder Judiciário.

Durante a entrevista, Carvalho também informou que o investigado possui histórico de processos por violência doméstica em outras cidades e já foi condenado anteriormente, circunstância que caracteriza reincidência e poderá influenciar na dosimetria de eventual pena em futuras condenações. Além disso, ele afirmou que pretende ouvir outras mulheres que teriam sido vítimas do suspeito, bem como familiares, para fortalecer a instrução processual.

Ao abordar o cenário da violência contra a mulher, o promotor avaliou que os casos continuam preocupantes e ressaltou que o aumento das denúncias pode estar relacionado tanto ao crescimento das ocorrências quanto à maior confiança das vítimas em procurar os órgãos de proteção. Ele também observou que, atualmente, uma parcela significativa dos presos no sistema prisional da região responde por crimes enquadrados na Lei Maria da Penha.

Carvalho reforçou que vítimas de qualquer tipo de crime podem buscar atendimento nos Núcleos de Atendimento às Vítimas do Ministério Público, além das delegacias de polícia. Para ele, é fundamental que familiares, amigos e vizinhos não permaneçam em silêncio diante de situações de violência. “Esses fatos não podem ficar escondidos das autoridades”, afirmou, destacando que a participação da sociedade é essencial para interromper ciclos de agressão e responsabilizar os autores dos crimes.

Fotos: Juliana Tamaki