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A situação de superlotação no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes (HNSN), em Torres, permanece nesta segunda-feira (31). A informação foi confirmada à reportagem pela Assessoria de Comunicação da instituição, que o alerta divulgado pelo hospital no último sábado (29), quando foram anunciadas restrições temporárias no atendimento da emergência.
De acordo com o hospital, a unidade segue atendendo acima de sua capacidade, em um cenário de pressão sobre os serviços hospitalares que também vem sendo registrado em outras regiões do Rio Grande do Sul. Na semana passada, o HNSN chegou a registrar 250% de ocupação. Na manhã de sábado, o índice ainda estava em 175%.
Segundo a Assessoria de Comunicação, a superlotação permanece nesta segunda-feira, e as medidas adotadas no fim de semana continuam sendo necessárias para garantir a segurança dos pacientes e das equipes.
“Nossas equipes vêm fazendo um grande esforço para garantir assistência segura e de qualidade à população. Diante da superlotação e da indisponibilidade de leitos, precisamos adotar restrições temporárias no atendimento da emergência”, informou a Assessoria de Comunicação do HNSN, em manifestação atribuída à instituição.
CASOS MAIS GRAVES SÃO PRIORIZADOS
Com a capacidade hospitalar comprometida, o atendimento na emergência está sendo direcionado prioritariamente aos casos de maior gravidade e aos pacientes encaminhados por meio da regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Pacientes que apresentarem quadros considerados de menor complexidade poderão ser orientados a buscar outros serviços da rede de saúde, conforme a avaliação das equipes.
A direção do hospital reforça que a restrição não representa interrupção do atendimento, mas uma medida necessária diante do cenário atual.
“Seguimos trabalhando, acolhendo e cuidando, mas, neste momento, precisamos da compreensão de toda a população”, reforça a direção do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes.
A instituição informou que a situação de superlotação segue sendo acompanhada pelas equipes e que as restrições permanecem enquanto houver comprometimento da capacidade de atendimento.

