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As equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) ampliaram, nesta terça-feira (1º), a área de buscas pelos quatro trilheiros desaparecidos na região do cânion Tajuvas, em Morrinhos do Sul. Em entrevista à Rádio Maristela na manhã desta terça, o capitão Remisio Schnell Wilms, falando do local das buscas, informou que cerca de 20 pessoas estão mobilizadas e que as buscas ocorrem de forma ininterrupta desde a tarde de domingo (30).

Segundo o oficial, as equipes foram distribuídas em novos pontos da trilha nesta terça-feira, após o mapeamento das áreas que já foram percorridas. Durante a madrugada, os bombeiros não tiveram êxito na localização dos desaparecidos nos pontos previamente definidos a partir das informações fornecidas pelo guia que acompanhava o grupo.
“Essa manhã já foram distribuídas as equipes no terreno. A gente está fazendo o mapeamento dos locais que já fizemos as buscas. Essa madrugada a gente não teve êxito em alguns locais que a gente definiu na trilha”, explicou o capitão.
O terreno de mata fechada e os trechos de difícil acesso são alguns dos principais obstáculos enfrentados pelas equipes. Por isso, além dos bombeiros, participam da operação trilheiros da região que conhecem o ambiente e as características das trilhas.
De acordo com o capitão Wilms, a estratégia é manter controle sobre a distribuição das equipes, priorizando pessoas que tenham conhecimento da região. “A gente não pode simplesmente permitir que, por mais que as pessoas tenham a boa vontade de querer ajudar, a gente tem um certo controle de colocar pessoas que conheçam o ambiente e o local”, afirmou.
Tempo mais favorável permite uso de drones
As condições meteorológicas nesta terça-feira são consideradas mais favoráveis para a operação. O tempo mais calmo facilita tanto o trabalho das equipes em solo quanto a utilização de drones, inclusive equipamentos dotados de câmeras térmicas.
O capitão explicou, no entanto, que o uso das aeronaves depende das condições de vento. Quando a velocidade ultrapassa os limites de segurança dos equipamentos, os sobrevoos precisam ser suspensos.
A mata fechada, entretanto, continua sendo um fator de dificuldade para a localização aérea. Os drones são utilizados como ferramenta complementar às buscas terrestres, permitindo o mapeamento e a verificação de áreas de difícil acesso.
Os quatro desaparecidos são três adultos e um adolescente de 15 anos. Conforme informações repassadas pelo guia Marcelo Veiga da Silva, que acompanhava o grupo e auxilia os bombeiros na operação, os trilheiros tinham experiência e carregavam equipamentos que poderiam permitir alguma autonomia caso permanecessem na mata.
O grupo estava com barraca, saco de dormir, alimentação e outros equipamentos. A informação preliminar é de que havia previsão de retorno no domingo à noite, mas a possibilidade de os trilheiros terem permanecido em algum ponto da região é considerada pelos bombeiros.
“Eles tinham a barraca, tinham equipamento, tinham um saco de dormir, tinham uma autonomia ali para ficar no local. Essa é a nossa expectativa”, afirmou o capitão.
Por isso, apesar do período já transcorrido desde o desaparecimento, o Corpo de Bombeiros mantém como hipótese de trabalho a possibilidade de encontrar os quatro com vida e em boas condições.
Grupo se afastou do guia durante a trilha
Segundo o relato apresentado pelo capitão, o grupo deixou de seguir a orientação do guia em determinado momento do percurso. A situação foi percebida quando, na tarde de domingo, o guia chegou ao ponto de partida e constatou que o veículo dos trilheiros permanecia no local.
Diante disso, Marcelo retornou à trilha e refez o trajeto, mas não encontrou o grupo. Em seguida, acionou o Corpo de Bombeiros, que iniciou as buscas ainda no domingo.
Desde então, as equipes trabalham na localização de Tatiana de Oliveira Hoffmann, 41 anos; Wagner Leri da Silva Almada, 38; Carmelita Rodrigues dos Santos, 47; e Bernardo dos Santos, 15. Os quatro são de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha.
Acompanhe a entrevista

