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Delegado de Torres alerta que demora no envio de imagens pode prejudicar investigações de furtos

por Anderson Weiler
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O delegado de Polícia Civil de Torres, Marcos Vinícius Muniz Veloso, alertou para a importância da colaboração de estabelecimentos comerciais e da comunidade no fornecimento de imagens de câmeras de segurança para agilizar a investigação de crimes em Torres. Em entrevista à Rádio Maristela nesta quinta-feira (15), ele relatou uma ocorrência de furto em que o estabelecimento comercial informou possuir imagens dos suspeitos, mas condicionou o envio do material à solicitação formal por ofício da Polícia Civil.

Segundo o delegado, a exigência pode atrasar a identificação dos envolvidos e a adoção de medidas investigativas. Ele explicou que, após o registro da ocorrência, o caso passa por diferentes etapas administrativas até chegar ao setor de investigação, que também atende outras demandas e precisa elaborar documentos oficiais. Com a necessidade de expedir um ofício e aguardar o envio das gravações, o acesso a uma prova que já está disponível pode demorar mais do que o necessário.

Veloso ressaltou que a crítica não é direcionada ao funcionário que atendeu a ocorrência, pois ele pode estar apenas cumprindo procedimentos estabelecidos pela empresa. O objetivo, segundo o delegado, é conscientizar comerciantes e moradores sobre como a disponibilização imediata de provas pode contribuir para a elucidação dos crimes.

Colaboração pode agilizar prisões

Como exemplo de colaboração, o delegado citou o mercado Bajo, onde, conforme relatou, os responsáveis costumam disponibilizar rapidamente as imagens das câmeras quando ocorre algum furto. Segundo ele, a agilidade permite que os investigadores analisem as gravações, busquem identificar os suspeitos e avaliem as medidas legais cabíveis.

Veloso explicou que, quando há elementos suficientes para identificar os envolvidos e fundamentar uma representação policial, a investigação pode avançar com maior rapidez. Em determinadas situações, isso pode contribuir para pedidos de prisão preventiva, que dependem de decisão judicial.

O delegado também mencionou situações cotidianas, como acidentes de trânsito em que um motorista atinge um veículo estacionado e deixa o local. Se o proprietário tiver imagens que registrem o ocorrido, a entrega do material à Polícia Civil pode ajudar na identificação do responsável e no esclarecimento dos fatos.

Segurança pública depende da comunidade

Durante a entrevista, Veloso destacou que a Constituição Federal estabelece a segurança pública como dever do Estado, mas também como direito e responsabilidade de todos. Para ele, essa participação inclui colaborar com as autoridades, apresentar informações e disponibilizar provas que possam contribuir com as investigações.

O delegado fez questão de diferenciar essa colaboração de qualquer iniciativa de fazer justiça por conta própria. Ele ressaltou que cabe às forças policiais atuar dentro da lei, investigar os crimes e efetuar prisões quando houver fundamento legal, enquanto a comunidade pode auxiliar por meio do fornecimento de informações e evidências.

“Todos nós somos responsáveis pela rápida elucidação do crime”, afirmou Veloso, ao defender uma participação mais ativa da população no trabalho de segurança pública.

O delegado acrescentou que a Polícia Civil está à disposição da comunidade e que os investigadores dedicam tempo e esforço à apuração das ocorrências. A entrega ágil de imagens e outras provas, segundo ele, pode facilitar esse trabalho e contribuir para respostas mais rápidas diante dos crimes registrados no município.

Foto: Juliana Tamaki/Arquivo Rádio Maristela