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Todos os funcionários ativos do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres, que tiverem interesse em permanecer na instituição serão recontratados pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS), responsável pela nova gestão da unidade. A garantia foi dada durante uma reunião entre representantes do instituto, do Sindisaúde e trabalhadores do hospital, realizada nesta quinta-feira (22), em meio à transição administrativa. O sindicato também informou que buscará uma mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tratar das verbas rescisórias devidas pelo Instituto Brasileiro de Saúde, Ensino, Pesquisa e Extensão (IB Saúde), responsável pela gestão anterior.
O jurídico do Sindisaúde, Júlio Sant’Anna, e sua equipe conversaram com a reportagem da Rádio Maristela após a reunião. Segundo os representantes sindicais, houve preocupação entre os trabalhadores diante da falta de comunicação sobre as contratações, já que alguns receberam mensagens do novo gestor, enquanto outros ainda não haviam sido contatados.
Conforme o sindicato, o representante do IMAS se comprometeu a convocar todos os profissionais interessados em continuar no hospital, inclusive aqueles que não participaram do encontro. Os contatos devem ocorrer ao longo da semana, conforme as escalas de trabalho e a organização das equipes. Problemas nos sistemas de comunicação e a falta de acesso aos contatos de todos os funcionários teriam dificultado o processo inicial.
Escalas de trabalho serão mantidas
Outro ponto tratado na reunião foi a manutenção das escalas de trabalho. De acordo com o Sindisaúde, o IMAS se comprometeu a respeitar inicialmente as jornadas anteriores, incluindo a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, com previsão de adoção da escala de cinco por dois a partir do próximo ano.
A preocupação do sindicato é que mudanças imediatas nas jornadas poderiam dificultar a permanência de profissionais que trabalham em mais de uma instituição de saúde. A entidade também destacou a necessidade de manter equipes suficientes para garantir a continuidade dos atendimentos à população.
Há uma situação específica envolvendo trabalhadores que também atuam no hospital de Sombrio, igualmente administrado pelo IMAS. Nesses casos, conforme explicado pelos representantes sindicais, os profissionais deverão optar por uma das instituições, diante de restrições legais relacionadas à manutenção dos vínculos.
Sindicato busca garantir pagamento das rescisões
Além da recontratação dos trabalhadores pelo novo gestor, o Sindisaúde pretende negociar o pagamento das verbas rescisórias referentes ao encerramento dos vínculos com o IB Saúde. Entre os valores a serem discutidos estão férias, décimo terceiro salário, aviso-prévio e multas relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo Júlio Sant’Anna, o sindicato pretende solicitar uma audiência de mediação junto ao Tribunal Regional do Trabalho, com participação do IB Saúde, do Governo do Estado, da Secretaria Estadual da Saúde e de outras entidades sindicais envolvidas. A proposta é buscar uma solução coletiva para o pagamento dos valores, inclusive com a possibilidade de utilização de recursos que o instituto tenha a receber do Estado, caso isso seja definido na negociação.
O montante total das verbas rescisórias ainda não foi calculado. De acordo com o jurídico do sindicato, o hospital reúne trabalhadores com longos períodos de vínculo empregatício, o que pode elevar os valores devidos. A entidade estima que a audiência de mediação possa ocorrer em até dez dias, embora a data dependa do agendamento pelo tribunal.
O sindicato também pretende buscar encaminhamentos para a liberação do seguro-desemprego e do FGTS aos trabalhadores que deixaram a gestão anterior, conforme os procedimentos legais aplicáveis.
Sindicato manifesta preocupação com os atendimentos
Durante a conversa com a Rádio Maristela, os representantes do Sindisaúde também demonstraram preocupação com as condições de trabalho e o dimensionamento das equipes durante a transição administrativa. Segundo eles, a falta de profissionais pode aumentar a sobrecarga dos trabalhadores e comprometer a assistência prestada aos pacientes.
A entidade afirmou que acompanhará tanto o processo de absorção da mão de obra pelo IMAS quanto as negociações relacionadas às verbas rescisórias do IB Saúde. O sindicato também se colocou à disposição dos funcionários para esclarecer dúvidas e acompanhar possíveis problemas durante a mudança de gestão.
Foto: Anderson Weiler/Grupo Maristela

