A Câmara de Vereadores de Torres realizou nesta segunda-feira (5) a posse da nova mesa diretora e a recondução do vereador Igor Beretta à presidência do Legislativo para o ano de 2026. Reeleito após um processo construído ao longo de 2025, Beretta destacou o momento como histórico, já que, segundo ele, há 35 anos não ocorria a reeleição de um presidente da Câmara no município.

Em entrevista à Rádio Maristela, o presidente afirmou que assumir novamente o comando do Legislativo é motivo de honra e aumenta a responsabilidade diante da comunidade. Ele ressaltou que o trabalho na tribuna exige consciência, comprometimento e a busca constante por decisões corretas em favor da população. Beretta também agradeceu à família, aos amigos e aos colegas vereadores pelo apoio recebido ao longo do último ano.
Entre as principais metas para 2026, Igor Beretta destacou o fortalecimento da independência do Poder Legislativo. Segundo ele, a Câmara deixou de atuar como um apêndice do Executivo e passou a exercer de forma plena o seu papel institucional. O presidente afirmou que esse posicionamento foi fundamental para a construção do apoio à reeleição, além de permitir que os vereadores desenvolvessem suas pautas e bandeiras com mais autonomia.
Outro ponto apontado como prioridade para o próximo ano é a melhoria da estrutura física da Câmara de Vereadores. Beretta informou que há um projeto em andamento para a construção de um novo auditório nos fundos do prédio, com o objetivo de oferecer um plenário mais amplo e adequado tanto para as atividades legislativas quanto para a participação da comunidade.
A nova mesa diretora é composta de forma pluripartidária e não houve chapa de oposição na eleição para 2026. O presidente destacou que a unidade foi construída com diálogo e respeito às diferentes representações partidárias, o que resultou no apoio de 12 dos 13 vereadores. Para Beretta, esse respaldo reforça o compromisso de seguir trabalhando em conjunto.
Sobre a relação com a Prefeitura, o presidente afirmou que a Câmara seguirá atuando como poder independente, mantendo diálogo institucional, mas sem abrir mão da autonomia garantida pelo voto popular. Segundo ele, o Legislativo está à disposição para colaborar com o Executivo, desde que seja reconhecido como parceiro e não como extensão da administração municipal.
Fotos: Anderson Weiler /Grupo Maristela








