O Município de Arroio do Sal é reconhecido ao receber o certificado com o Selo Verde Internacional de Ações Sustentáveis ANAMMA & RAMCC no II Fórum Internacional de Cidades Sustentáveis (II FICS) com o Projeto de implantação da Central de Triagem e Compostagem. No evento em Maceió, Alagoas, nos dias 10 e 11 de novembro, o prefeito de Arroio do Sal, Affonso Flavio Angst (Bolão), e o secretário do Meio Ambiente, Agropecuária e Pesca, Luiz Carlos Schmitt, receberam o certificado concedido pelo Instituto Nacional Socioambiental de Educação (Instituto ANAMMA) e sua mantenedora, a Associação Nacional dos Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA), em parceria com a RED Argentina de Municípios Frente Al Cambio Climático. De acordo com o prefeito Bolão, é momento de comemoração pelo reconhecimento do Projeto Central de Triagem e Compostagem. Projeto todo desenvolvido com recursos próprios do Município. Projeto esse que prevê para 2024 lixo zero para aterro sanitário. “Primeira etapa foi vencida. Temos ainda muito a fazer. Estamos trabalhando com responsabilidade para preservar o meio ambiente da nossa cidade e região”, afirma o prefeito Bolão. A certificação é condida aqueles que submeteram à seleção dos melhores artigos e projetos com o Prêmio Selo Verde Internacional Ações Sustentáveis – ANAMMA & RAMCC, de abrangência nacional e internacional, que comprovaram suas ações de boas práticas que sirvam como referência para outros segmentos – que já demonstrem resultados concretos, com políticas inovadoras, inspiradoras e que apresentam melhora integrada da vida nas cidades.
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MEIO AMBIENTE
Central de Triagem e Compostagem de Arroio do Sal é reconhecida com o Selo Verde Internacional de Ações Sustentáveis
por Marina Moesch
escrito por Marina Moesch
O Município de Arroio do Sal é reconhecido ao receber o certificado com o Selo Verde Internacional de Ações Sustentáveis ANAMMA & RAMCC no II Fórum Internacional de Cidades Sustentáveis (II FICS) com o Projeto de implantação da Central de Triagem e Compostagem. No evento em Maceió, Alagoas, nos dias 10 e 11 de novembro, o prefeito de Arroio do Sal, Affonso Flavio Angst (Bolão), e o secretário do Meio Ambiente, Agropecuária e Pesca, Luiz Carlos Schmitt, receberam o certificado concedido pelo Instituto Nacional Socioambiental de Educação (Instituto ANAMMA) e sua mantenedora, a Associação Nacional dos Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA), em parceria com a RED Argentina de Municípios Frente Al Cambio Climático. De acordo com o prefeito Bolão, é momento de comemoração pelo reconhecimento do Projeto Central de Triagem e Compostagem. Projeto todo desenvolvido com recursos próprios do Município. Projeto esse que prevê para 2024 lixo zero para aterro sanitário. “Primeira etapa foi vencida. Temos ainda muito a fazer. Estamos trabalhando com responsabilidade para preservar o meio ambiente da nossa cidade e região”, afirma o prefeito Bolão. A certificação é condida aqueles que submeteram à seleção dos melhores artigos e projetos com o Prêmio Selo Verde Internacional Ações Sustentáveis – ANAMMA & RAMCC, de abrangência nacional e internacional, que comprovaram suas ações de boas práticas que sirvam como referência para outros segmentos – que já demonstrem resultados concretos, com políticas inovadoras, inspiradoras e que apresentam melhora integrada da vida nas cidades.
Turma formanda do Bombeiro Mirim visita trilha do Malacara no dia 10
por Heloísa Cardoso
escrito por Heloísa Cardoso
No último dia 10 de novembro, o Corpo de Bombeiros Militar de Torres, através do seu programa institucional Bombeiro Mirim, realizou a trilha do Malacara com seus 24 formandos da cidade de Dom Pedro de Alcântara. “Foi uma trilha repleta de disseminação de conhecimento e contemplação daquele ambiente espetacular, reforçando assim o conhecimento conectado com a preservação ambiental”, destaca o Bombeiro Marcelo França, que orientou a atividade pelo CBMRS.

O canyon Malacara se localiza na área do Parque Nacional da Serra Geral, e sua trilha pode ser visitada por baixo. “Por ser muito alto, apresenta grande contraste de vegetação – a parte alta fica na cidade de Cambará do Sul/RS e predomina os campos de cima da serra com alguns vestígios de Mata de Araucária. A parte baixa fica localizada em Praia Grande/SC, que é a cratera propriamente dita, e predomina a vegetação de Mata Atlântica” ressalta o site Capital dos Canyons.
Fonte: A Folha Torres
Balneário Arroio do Silva promove último mutirão de castração do ano
por Heloísa Cardoso
escrito por Heloísa Cardoso
Uma das ações contínuas realizada pela Prefeitura de Balneário Arroio do Silva é o Mutirão de Castração, que tem sido realizado mensalmente e envolve castrações gratuitas (fêmeas em condição de rua e fêmeas de tutores baixa renda) e castrações sociais (particular e com valor acessível). Os mutirões são realizados por meio do departamento de meio ambiente e do trabalho voluntário da Associação Bicho Feliz.
Até agora já foram realizados 240 procedimentos gratuitos e 110 sociais. O último mutirão do ano será realizado neste mês e está marcado para o dia 26 de novembro. “Os cadastros para a castração gratuita para este ano já estão todos preenchidos. A demanda é sempre bastante grande e foi feita, inclusive, uma organização de cadastros e lista de espera ao longo do ano. Para castrações sociais, quem tiver interesse ainda dá tempo de realizar o cadastro”, informou a diretora de meio ambiente, Agda Felisberto.

A castração social será realizada em machos e fêmeas e tem um custo menor do que as clínicas veterinárias particulares.
O cadastro prévio pode ser realizado no departamento de meio ambiente pelo WhatsApp: 48 93505 0209 ou pelo telefone (48) 3526 1445. O atendimento é das 8h às 12h e das 13h às 17h.
Fonte: Bianca Goulart/Assessoria de Imprensa/ Portal Agora
Plantio de margarida-das-dunas ajuda o ecossistema da Praia Grande se manter saudável
por Heloísa Cardoso
escrito por Heloísa Cardoso
Desde 2008, a Prefeitura de Torres, por meio de licenciamento da FEPAM, faz o manejo de dunas para reduzir o conflito da urbanização com esses ecossistemas. Além da supressão das Casuarinas, espécie exótica invasora que atua impedindo o estabelecimento de vegetação nativa ao seu redor, a Prefeitura realiza o plantio de margarida-das-dunas, espécie nativa que traz inúmeros benefícios para esse ecossistema. Só nesse ano, cerca de 7000 mil mudas já foram plantadas na Praia Grande.
Essa espécie atua desde a fixação de dunas, impedindo a movimentação de areia sobre os equipamentos urbanos, mas também na disponibilidade de alimentos para invertebrados, no microclima desse ambiente – que abriga uma fauna diversa, como lagartinho das dunas, piru-piru, entre outros – e embeleza nossas dunas com seu amarelo vibrante.

Conforme a secretária do Meio Ambiente e Urbanismo, Fernanda Brocca, é comum que as pessoas confundam que a vegetação é aquela que tem porte de “árvores”, mas desconhecem que nem todos os ecossistemas possuem vegetação de porte arbóreo naturalmente. A vegetação rasteira, conhecida como herbácea, é a que se estabeleceu nas dunas frontais ao longo da evolução, pois nesses ambientes há uma série de fatores que limitam seu crescimento como: salinidade, exposição solar e incidência de ventos. Cabe ressaltar que a fauna está acostumada com a vegetação nativa e que a substituição por exótica podem tornar esses ecossistemas, ambientes vazios, sem sua fauna associada.
Fonte: ASCOM Prefeitura de Torres
Mortalidade de pinguins no Litoral Norte acontece em dois picos anuais, segundo estudo
por Heloísa Cardoso
escrito por Heloísa Cardoso
Os 130 quilômetros que separam Dunas Altas, em Palmares do Sul, e Torres, no Litoral Norte, apresentam dois picos anuais de surgimento de pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) mortos na faixa de praia. Esta é a primeira constatação do levantamento que vem sendo feito há dez anos pelo biólogo Maurício Tavares, do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ceclimar–UFRGS).
Desde 2012, Maurício dedica parte do seu trabalho à contagem periódica de aves mortas no trecho. Ele conta com o auxílio de mais três colegas (duas biólogas e um veterinário), além de bolsistas. Cada carcaça encontrada tem a espécie e a posição geográfica identificadas, também é fotografada e marcada com tinta spray atóxica para evitar recontagem em saídas subsequentes. Em alguns casos, são coletadas amostras biológicas para subsidiar pesquisas em desenvolvimento pela equipe ou suporte a trabalhos de graduação e pós-graduação.
A maior parte dos animais encontrados encalhados estava no primeiro ano de vida (96%). Apenas 4% possuíam plumagem de adulto e muitos eram adultos jovens ainda não reprodutivos. Somente neste ano, já foram contabilizados 559 pinguins sem vida na areia.
Na saída mais recente, ocorrida na terça, 25, o biólogo encontrou mortos 227 animais jovens num raio em 52km, entre Imbé e o farol de Arroio do Sal — média de cinco por quilômetro, número considerado tranquilo se comparado a anos anteriores.

— No caso dos que foram avistados nesta semana, os animais não tinham dois quilos e todos aparentam ter morrido de seleção natural, seja por cansaço, não conseguir comer ou até a temperatura da água pode ter influenciado — sugere o biólogo.
Pelo estudo de Maurício, em média, 1,2 mil pinguins morrem por ano entre Dunas Altas e Torres. O ano com maior número de pinguins encontrados mortos foi 2014, com 2.331 indivíduos contabilizados. Naquele ano, o pico ocorreu em agosto, com 1.425 registrados.
— O maior pico de mortalidade ocorre no inverno, entre julho e agosto, e temos um pico menor na primavera, entre outubro e novembro. Em alguns anos, como no caso de 2018, o pico maior pode ocorrer na primavera, como parece estar ocorrendo em 2022. Mas ainda não temos a contabilidade completa — ressalta Maurício.
Maurício explica que a ocorrência do pinguim-de-Magalhães no litoral gaúcho é comum entre o outono e a primavera. É um processo considerado cíclico e sazonal. As colônias reprodutivas da espécie, no Atlântico Sul Ocidental, estão localizadas na Patagônia Argentina. Segundo o biólogo, depois da temporada reprodutiva, os pinguins se dispersam das colônias e seguem a presa principal, a anchoíta (Engraulis anchoita), uma pequena espécie de peixe semelhante a uma sardinha, em direção ao Norte. Nesse processo migratório, os pinguins acabam chegando ao Brasil, especialmente no sul do país, em grandes quantidades nos litorais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Em meados de setembro, os adultos, que já atingiram a maturidade sexual, retornam às colônias reprodutivas na Patagônia Argentina para começar a temporada reprodutiva, e mais um ciclo se completa.
A hipótese do pesquisador para a quantidade de animais mortos encontrados no Litoral Norte é de que quando há um melhor desempenho na estação reprodutiva, provavelmente ocorra um número maior de animais nascidos vivos. E isso acaba impactando numa maior mortalidade nas primeiras fases da vida, o que, destaca Maurício, é considerado natural para qualquer espécie animal. O biólogo ressalta também que é impossível saber se a situação é a mesma nos litorais médio e sul do Estado, pois não há estudos iguais sendo desenvolvidos nestes trechos.
Embora a mortalidade dos pinguins-de-Magalhães no Rio Grande do Sul já tenha sido registrada no século 19 pelo naturalista alemão Herman von Ihering, o fato ainda surpreende a população. Relatos históricos do padre José de Anchieta também já evidenciavam a presença dos pinguins-de-Magalhães no litoral do Espírito Santo poucas décadas depois do descobrimento do Brasil.
Fonte: GZH
42 pneus de caminhão abandonados são coletados em Balneário Arroio do Silva
por Heloísa Cardoso
escrito por Heloísa Cardoso
A Prefeitura de Balneário Arroio do Silva realizou uma ação voltada à saúde pública e cuidado com o meio ambiente. Após denúncia e constatação de descarte irregular de pneus em terreno baldio, a equipe composta pelo setor de controle de endemias, meio ambiente e defesa civil realizou a coleta e o descarte correto a fim de preservar o meio ambiente e evitar o foco do mosquito da dengue.
Foram encontrados e coletados 42 pneus de caminhão. A ação foi realizada no bairro Jardim Atlântico e contou com o apoio da secretaria de obras.

O setor de controle de endemias reforça a importância dos cuidados para evitar focos de mosquito transmissor da dengue: necessário manter os potes de flores secos, trocar a água dos cães, não descartar lixo e demais itens em vias públicas e terrenos baldios, evitar água parada. Mais informações e denúncias no WhatsApp do departamento de meio ambiente (48) 93505-0209.
Fonte: ASCOM Prefeitura Balneário Arroio do Silva
Água doce subterrânea é uma das causas do mar “chocolatão” do litoral gaúcho
por Heloísa Cardoso
escrito por Heloísa Cardoso
Uma pesquisa que pretende explicar a influência da descarga de água doce subterrânea na proliferação de microalgas no litoral gaúcho está prestes a confirmar a ligação entre a manutenção ao longo do ano destes organismos e o famoso “mar chocolatão”. Ainda que não esteja concluído, o estudo desenvolvido por pesquisadores do Centro de Estudos Costeiros, Liminológicos e Marinhos (Ceclimar), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), já aponta esta relação.
Segundo a doutora em oceanografia física, química e geológica Cacinele Mariana da Rocha, que é uma das pesquisadoras e também diretora substituta do Ceclimar, a questão envolvendo a água subterrânea no continente que se desenvolve em toda a costa do Rio Grande do Sul vem sendo observada há, pelo menos, uma década como um dos possíveis motivos de floração ao longo de todo o ano de microalgas na costa. Os pesquisadores sabiam que as florações ocorriam durante o inverno, por conta da corrente marinha das Malvinas – que costuma trazer muitos nutrientes. Havia também a descarga de nutrientes vinda dos rios Tramandaí e Mampituba. Porém, no restante do ano, permanecia a dúvida de como as microalgas seguiam se proliferando. O grupo, então, passou a monitorar de Dunas Altas, em Palmares do Sul, até Torres, no Litoral Norte.
— O que se apresentou foi um processo intenso de descarga de água doce subterrânea no mar, que varia conforme alguns fatores. Principalmente, a chuva no continente. Mas está sendo possível confirmar que esta descarga está garantindo a chegada de nutrientes na praia — relata Cacinele.
A água subterrânea se forma a partir da infiltração de chuvas, escoamento e de lagoas e rios. Este acúmulo forma os aquíferos, que são enormes depósitos subterrâneos capazes de fornecer água suficiente para suprir os mais variados usos. A água subterrânea pode chegar a aquíferos profundos, de onde leva milhares de anos para retornar ao meio ambiente, ou mesmo ficar em um depósito de maior profundidade por períodos muito longos. No ambiente costeiro gaúcho, pode ser encontrada desde o campo de dunas, passando pelo início da praia, a zona de surfe, chegando até o fundo do mar.
— Este projeto (estudo em desenvolvimento) é novo porque faz o primeiro link dos organismos com o ambiente, possibilitando perceber se há ou não, de fato, uma relação entre a descarga subterrânea de água doce, cheia de nutrientes, com o desenvolvimento destes organismos na faixa costeira do litoral do Rio Grande do Sul. Pelos primeiros resultados, se mostra comprovada esta relação — atesta Cacinele.

Primeira coleta de água ocorre próximo das dunas costeiras.

A segunda coleta de água é na beira da praia, onde o mar “lambe” a areia.

Ao todo, serão 104 de semanas de amostras coletadas na praia.
O estudo inicial da atual pesquisa ocorreu entre setembro de 2019 e março de 2020, quando a então estudante de biologia marinha Thamara Moreira captou semanalmente água subterrânea em seis pontos específicos da praia de Morada do Sol, em Imbé, para investigar o papel das descargas de água subterrânea (DAS) na variação temporal do zooplâncton marinho na zona de arrebentação no litoral gaúcho e se esta variação estava relacionada à DAS. O levantamento inicial confirmou a conexão proposta pela estudante, que foi orientada por Cacinele e pelo também professor do Ceclimar, Ng Haig They.
— Tivemos como resultado que a água subterrânea do litoral gaúcho libera entre outros nutrientes nitrogênio, fosfato e silicato. De alguma forma, eles beneficiam o crescimento de microalgas que deixam o aspecto da água como chocolatão. Percebemos também que um nutriente específico, o silicato, faz parte da carapaça da Asterionellopsis guyunusae, uma microalga comum no nosso litoral. Justamente, aquela que altera o aspecto do mar e o deixa na cor marrom — explica Thamara.
O estudo também já apontou que existe uma distância de tempo entre a chegada da água doce no mar e o crescimento das microalgas se proliferarem, primeiramente, e só depois o zooplâncton. Se a DAS ocorre hoje, há um desdobramento de uma a duas semanas, em média, para o nutriente ser assimilado pela microalga se alimentar e ter uma alta reprodução, e mais duas a três semanas para beneficiar o zooplâncton que se desenvolve na sequência. Estes períodos são variáveis e dependem muito de cada uma das espécies.
A pesquisa ganhou aporte financeiro para continuar até junho de 2023. Por isso, Thamara e Cacinele, em parceria com cientistas da FURG, seguem semanalmente recolhendo amostras do mesmo ponto onde a estudante iniciou o projeto que culminaria na sua monografia final. Uma vez por semana, as duas vão à praia da Morada do Sol, em Imbé, para realizarem as coletas semanais de água.
Fonte: GZH
Rádio Maristela conversa com biólogo sobre o período de desova das tartarugas da Lagoa do Violão, em Torres
por Heloísa Cardoso
escrito por Heloísa Cardoso
Em conversa no programa Revista Maristela, o biólogo Rodrigo de Rosa, trouxe informações sobre a fauna da Lagoa do Violão e, principalmente sobre a desova das tartarugas que tem chamado a atenção da população.
A Lagoa do Violão é conhecida por ser diferenciada já que está dentro da cidade. Rodrigo conta que, antigamente, antes de existir tanta vida humana nos arreadores da Lagoa, existiam banhados que ajudavam na integração dos animais. “Porém agora, a Lagoa acaba ficando pressionada no meio dos prédios e alguns animais sofrem com essa movimentação no redor.”
Esse é o caso das três espécies que habitam a Lagoa e que tem dois períodos de desova por ano. Por mais que cada uma faça a sua em momentos diferentes, de outubro a fevereiro duas das espécies acabam realizando a procriação. Elas procuram por locais secos para realizar o despejo dos seus ovos e, como a rua e a ciclovia da Lagoa são a continuação da Lagoa, algumas adultas e também filhotes acabam sendo atropeladas no caminho.
“Fica o nosso trabalho de conscientização das pessoas para andarem mais devagar na região e ficarem atentos a movimentação das tartarugas, para evitar acidentes,” comenta o biólogo.
Como as tartarugas não tem um predador natural na Lagoa, houveram anos em que elas apresentaram super população. Porém, com as mudanças da região, De Rose comenta que uma nova contagem deve ser feita para atualizar a informação atual.
O comportamento natural dessas espécies é voltar ao local onde nasceram ou onde realizaram a última desova, por isso, algumas soluções estão sendo pensadas pelo time de Meio Ambiente da prefeitura. “No passado, existia uma ilha na Lagoa e ela ajudava nesses casos, porém com as mudanças de tipos de animais que frequentam a Lagoa, hoje essa ideia ainda está sendo repensada.”
E isso acaba virando uma grande discussão entre a Secretaria e a população, já que resolver a questão da desova é um dos problemas. Mas se todos os filhotes de fato sobreviverem e crescerem, surge o problema da superpopulação no local.
A Lagoa do Violão é moradia para três espécies de tartarugas, mais de 30 de aves, peixes, mamíferos como as lontras e inúmeros invertebrados.

As tilápias, por exemplo, são um peixe exótico e que não gosta do frio, segundo o biólogo. E por isso, no ano passado, quando a Lagoa estava com menos água, muitos peixes morreram com o frio. Mas esse ano, elas já estão adaptadas e com mais condições de vivência na Lagoa. Lembrando que é proibido praticar a pesca no local, por ordens da Guarda Ambiental.
Para as obras que frequentemente acontecem no entorno da Lagoa, todas necessitam de Licença Ambiental e são acompanhadas pela Secretaria do Meio Ambiente com biólogo responsável. De Rose comenta que, no momento em que é necessário afugentar algumas tartarugas que estão nas bordas da Lagoa, para que alguma obra seja realizada, muitas delas não se assustam e ainda procuram os humanos. Isso porque é muito comum que as pessoas alimentem os animais na região. De acordo com o profissional, não é indicado dar comida para nenhum animal já que isso pode acarretar em problemas a eles. “Por causa dos químicos dos alimentos, podem se engasgar, param de comer a comida da lagoa e podem causar superpopulação de um tipo de bichinho que antes era comido,” entre outros problemas, finaliza o biólogo.
Se qualquer pessoa tiver alguma dúvida sobre a Lagoa e outros locais de natureza da cidade, pode ligar para a Prefeitura de Torres e discar o ramal 247 para conversar com a Secretaria.
Serra do Corvo Branco está totalmente liberada para o tráfego nesta quarta, 19, e quinta-feira, 20
por Heloísa Cardoso
escrito por Heloísa Cardoso
A Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade pausou as obras emergenciais na Serra do Corvo Branco e liberou totalmente o tráfego da rodovia nesta quarta, 19, e quinta-feira, 20. A ideia é que a rota seja uma alternativa a quem necessita se deslocar entre o Sul do Estado e a região Serrana, diante da interdição total da Serra do Rio do Rastro, por conta da queda de uma barreira.
Equipes da SIE e da PMRv trabalham na desobstrução da SC-390 (Serra do Rio do Rastro, entre Lauro Müller e Bom Jardim da Serra) desde a manhã dessa quarta-feira e, apesar de o trânsito chegar a ser liberado em meia pista nesta tarde, voltou a ser interditada totalmente.
O secretário Thiago Vieira explica que ainda há muita lama e que a equipe avalia se há riscos de novos deslizamentos. “O mais importante neste momento é a segurança de todos e por isso recomendamos a Serra do Corvo Branco, onde há mais condições viárias”, avalia Vieira.
Fonte: ASCOM AMESC
