Uma baleia-piloto morreu neste domingo na Tailândia com 80 sacos plásticos entalados em seu estômago. O jovem cetáceo, não muito maior do que um golfinho comum, foi mais uma vítima daquilo que muitos especialistas consideram ser um dos maiores desafios de desenvolvimento sustentável do século 21: a poluição plástica – tema do Dia Mundial do Meio Ambiente 2018, celebrado nesta terça-feira, dia 5 de junho.
O problema é global e onipresente. Cerca de 75% das 8,3 bilhões de toneladas de plástico produzidas pelo ser humano desde a invenção do plástico já viraram lixo; e só 20% desses resíduos foram incinerados ou reciclados de algum modo, segundo um estudo publicado em 2017. Os outros 80% (cerca de 5 bilhões de toneladas) estão espalhados por aí, contaminando o solo, os rios, os oceanos, a atmosfera e até a água mineral que compramos no supermercado – ironicamente, embalada em garrafas plásticas que, um dia, seguirão o mesmo caminho.
Mas essa é só a ponta do iceberg. A parte mais problemática do lixo plástico é invisível a olho nu: são as partículas microscópicas, conhecidas como “microplástico”, que se misturam ao plâncton e contaminam a cadeia alimentar marinha, podendo chegar ao homem, com efeitos ainda desconhecidos sobre a saúde humana. Estão misturadas à água e à areia de todas as praias do mundo.
No Brasil, o governo federal aderiu à campanha Mares Limpos, da ONU, e assumiu um compromisso voluntário de redução da poluição marinha. Nesta terça-feira deve ser publicada uma portaria do Ministério do Meio Ambiente, criando uma comissão multissetorial que será encarregada de coordenar a elaboração de um Plano Nacional de Combate ao Lixo nos Mares – do qual até 90% é plástico.
Evite no dia a dia
Café e água: É o mais fácil. Basta manter uma caneca ou garrafa na mesa do escritório ou dentro da bolsa.
Canudinho: Tome direto do copo. Mas, se precisar mesmo de canudinho, procure usar um de papel (que, apesar de descartável, dissolve mais facilmente no ambiente) ou ter o próprio canudo reutilizável, como de bambu ou metal. Há opções à venda na internet.
Comida: Que tal levar os próprios potes para comprar frios e produtos a granel? Além de evitar as embalagens plásticas e de isopor, ainda facilita na hora de guardar.
 
Fonte: Época Negócios