A espera por uma decisão judicial sobre o assassinato do jovem boxeador Tairone da Silva, de 17 anos, foi novamente adiada e não há prazo para que o acusado do crime volte a sentar no banco dos réus. O Júri popular, iniciado na manhã terça-feira (02), foi encerrado, antes da conclusão, no início da tarde.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o motivo do encerramento foi o abandono de sessão pelos defensores do réu Alexandre Camargo Abe, ex-PM, expulso da Brigada Militar. Segundo a Comarca de Osório, os advogados alegaram terem sido ameaçados por familiares e conhecidos da vítima durante e após o intervalo para o almoço e decidiram pela retirada.
A decisão do advogados do réu ocorreu mesmo com a garantia de segurança dada pela juíza Alice da Rosa Schuh. Por isso, a magistrada aplicou multa de 50 salários mínimos aos defensores por abandono de processo, o que está previsto no artigo 265 do Código de Processo Penal.
 
Réu volta para a cadeia
Mesmo sem a conclusão do julgamento o exPM, Alexandre Camargo Abe, voltou para a prisão nessa terça-feira (02). A pedido da acusação, a juíza decretou a prisão preventiva de Abe, que estava solto desde 2013. Segundo a magistrada ficou evidenciado o “claro intuito do réu em tumultuar o julgamento e, assim, furtar-se à aplicação de eventual sanção penal, o que justifica o acolhimento do pedido do Ministério Público”.
 
O crime
Tairone da Silva, 17 anos, foi morto no dia 11 de março de 2011, no bairro Sulbrasileiro, em Osório. O acusado confessou o crime na época, mas alegou legítima defesa. Já a denúncia aponta que Abe estaria incomodado com a reunião de amigos de Tairone próximo à sua casa. Segundo o Ministério Público, no dia do assassinato, onde então
policial militar havia chamado a vítima que passava na rua e atirou após o adolescente não responder.
 
 
Fonte: Litoral na Rede