Será hoje terça-feira, 21, a reunião do governador Eduardo Leite com prefeitos de todo o Estado para discutir as mudanças que pretende promover no sistema de distanciamento controlado. Participarão da videoconferência, às 17h, os presidentes das 27 associações regionais de municípios e o mandatário da Famurs, Maneco Hassen, além de integrantes da diretoria da entidade.

Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini / Divulgação

No encontro, Leite vai discutir ajustes no modelo para dar mais autonomia e responsabilidade aos prefeitos na decisão sobre as regras do distanciamento social no Estado.

“Nós entendemos que é fundamental que os municípios estejam engajados na atenção aos protocolos e na fiscalização”, afirma o governador.

A pressão sobre a gestão estadual cresceu ainda mais nesta segunda-feira, 20, após o anúncio final das bandeiras na 11ª rodada de distanciamento controlado.

A comparação entre o mapa preliminar divulgado na sexta-feira, 17 e o que vai vigorar nos próximos sete dias, após a análise dos recursos apresentados pelos prefeitos, coloca em xeque a credibilidade do modelo de distanciamento controlado. No mapa de sexta, 90% do Estado ficou sob bandeira vermelha. Apenas duas regiões (Pelotas e Bagé) estavam com bandeira laranja. Depois dos recursos, nada menos do que 10 regiões conseguiram sair da situação de risco alto (vermelha) para risco médio (laranja): Santa Maria, Uruguaiana, Santo Ângelo, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Erechim, Cachoeira do Sul, Santa Cruz e Lajeado.

Para aumentar a dificuldade de entendimento dos critérios, há casos em que o escore final de regiões que tiveram o recurso rejeitado é menor do que outras que conseguiram migrar para a bandeira laranja. Quando maior o número, pior deveria ser a situação. Entretanto, por exemplo, Palmeira das Missões está em 1,93 neste último levantamento, e se manteve em bandeira vermelha. Já as regiões de Santa Rosa (1,96) e Uruguaiana (2,11) voltaram para bandeira laranja, mesmo com índices maiores.

Grupo de comerciantes realiza manifestação em frente à Câmara de Vereadores de Torres

Movimento quer reavaliar medidas de isolamento social para protegerem emprego e renda dos torrenses e ao mesmo tempo melhorar eficácia da proteção contra o Coronavírus

No início da tarde desta segunda-feira, 20, um grupo de comerciantes de Torres posicionou-se em frente à sede da Câmara Municipal de Vereadores local para reivindicar que os parlamentares se juntem a um movimento municipal para articular e construir uma nova forma de isolamento social em Torres. O movimento quer reavaliar medidas de isolamento social para protegerem emprego e renda dos torrenses e ao mesmo tempo melhorar eficácia da proteção contra o Coronavírus. A base principal da justificativa do movimento é a de que comerciantes e comerciários estariam correndo riscos de perda de suas atividades e sustento por conta das medidas compulsórias de contingenciamento da operação do comércio causada pelas estratégias estaduais de combate ao Covid-19. com as seguintes pautas iniciais:

1 – Flexibilizar a operação do Comércio.

2 – Melhorar a relação entre estabelecimento comercial e clientes para diminuir o risco de contágio.

3 – Colaborar para que regras de utilização das calçadas no centro (onde existem os comércios) sejam mais bem feitas e fiscalizadas.

4 – Criar uma região de contaminação nova para que a cidade de Torres se separe da região de Capão da Canoa (atualmente parte dela) e que, consequentemente, não pague por números de outras cidades para com sua classificação.

5 – Pedir que a secretaria de Saúde indique medicamento profiláticos contra a Covid 19 antes de contaminações, citando nomes de medicamentos já utilizados em outras cidades do Brasil.  Tudo de forma  EMERGENTE.

O presidente da Câmara, vereador Fábio da Rosa,  em nome dos vereadores ali presentes ( e em nome de toda a Câmara), informou aos manifestantes o que já teria sido definido em reunião: que junto com o prefeito Carlos Souza, a Câmara irá entregar as  reivindicações pessoalmente ao  Governador do Estado Eduardo Leite e a sua comissão técnica, e solicitar que deem sinal positivo para que o grupo vá em frente com o projeto de articulação local, ou se manifeste com outra alternativa para resolver as demandas locais.

Fonte: A Folha Torres e Rádio Alto Uruguai