Professores e alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estão realizando um projeto para reabilitar vítimas com sequelas da Covid-19 em Araranguá. Nas próximas semanas, os primeiros voluntários já devem ser selecionados. Poderão participar pessoas que tiveram o diagnóstico positivo para o vírus nos últimos meses e que tenham apresentado ao menos um destes sintomas: cansaço, dificuldade de respirar ou falta de ar, tosse, dor muscular e dor nas articulações.

A única restrição para participar da pesquisa são pacientes que possuem doenças graves do coração ou dos nervos, pois limitam a capacidade de fazer os exercícios. De acordo com coordenador do projeto, Professor Aderbal Silva Aguiar Junior, a seleção será feita através de sorteios. “Serão dois grupos, um para orientações em casa e outro para fisioterapia e exercícios no Hospital Regional de Araranguá durante 8 semanas. Eles também serão avaliadas antes e depois para estudarmos os sintomas da doença e modificações bioquímicas no sangue, como inflamação e radicais livres”.

Participam do projeto professores e alunos dos cursos de fisioterapia, alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado em Ciências da Reabilitação e Neurociências. Também compõe a equipe os Laboratórios de Pesquisa em Fisioterapia Cardiorrespiratória (LACOR) e de Pesquisa em Epidemiologia (LabEpi) da UFSC/Araranguá, UNESC, UNISUL e Hospital Regional de Araranguá.

Recursos

O Laboratório de Biologia do Exercício submeteu projeto científico para solicitar recursos financeiros junto ao CNPq (governo federal) e FAPESC (governo estadual) e estudar a reabilitação das sequelas que também ocorrem na Covid-19. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde investiram R$ 100.000,00 na compra de equipamentos e materiais para o projeto, e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação no Estado de Santa Catarina (FAPESC) está apoiando com bolsas de mestrado e pós-doutorado na faixa de R$ 200.000,00 durante os dois anos do projeto.

Contato
Para mais informações acesse o site e entre em contato pelo telefone (48) 99859-7973 com Ana Elisa, pós-doutoranda do projeto.

Fonte: W3 Pesquisa