A Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Macapá, capital do Amapá, bem ao norte do Brasil, será o destino para a experiência pastoral-missionária do seminarista da Diocese de Osório, Assis Hainzenreder Hendler.

O envio do seminarista Assis ocorrerá em Celebração Eucarística restrita, devido os protocolos do Modelo de Distanciamento Controlado do RS, no dia 28 de fevereiro, domingo, às 10h, na cidade natal do jovem, em Dom Pedro de Alcântara, Paróquia Nossa Senhora do Amparo. A Celebração será transmitida pela Pastoral da Comunicação para o Facebook e canal no Youtube da Diocese de Osório. A viagem para o Macapá está prevista para o dia 4 de março de 2021.

Formação pastoral-missionária

Já faz alguns anos que a Diocese de Osório exigia dos seminaristas uma experiência pastoral depois do segundo ano do curso de Teologia. A Comissão da Formação da Diocese sempre achou válida a experiência. Porém, essa pausa acontecia na metade do curso de Teologia, optando-se, conforme orientação da direção do curso de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do RS (PUC-RS), por antecipar a experiência antes de iniciar a Teologia.

De acordo com o bispo da Diocese de Osório, dom Jaime Pedro Kohl, o objetivo é dar oportunidade ao seminarista tendo concluído o curso de Filosofia e a etapa do “discipulado”, de verificar melhor a sua opção vocacional antes de iniciar o curso de Teologia e a etapa da “configuração”.

Acreditamos que essa experiência ajuda muito no amadurecimento humano, afetivo e espiritual, a sentir os desafios da vida sacerdotal, imbuir-se do espírito missionário e assim aproveitar melhor os quatro anos de estudos da Teologia em função das responsabilidades futuras“, explica dom Jaime.

Nos últimos anos, outros seminaristas da Diocese também já realizaram experiência pastoral-missionária durante as etapas de formação em vista da ordenação presbiteral. Dom Jaime Pedro recorda o envio do Pe. Ederson Tiago Oliveira da Silva para a Diocese de Teixeira de Freitas na Bahia (2018), a do seminarista Edivan Machado de Oliveira para a Prelazia de Itacoatiara no Amazonas (2019), onde atualmente a Diocese faz parte do Projeto Igrejas-Irmãs com a presença do casal missionário, Marilene Gayger Dias e Flávio Arão Pereira, e o Pe. Rodrigo Schüler de Souza; e o seminarista Edson Boff que esteve por dois anos na Diocese de São Gabriel da Cachoeira, também no Amazonas (2019 e 2020).

As experiências realizadas deixam crer que os seminaristas têm tudo a ganhar se aproveitar bem dessa oportunidade. Assim que não é uma exigência normativa para todos, mas a ser vista, estudada e proposta caso a caso. É minha convicção que o amor pela missão não se adquire nos estudos acadêmicos, mas pelas experiências que os seminaristas realizam ao longo do caminho formativo“, defende dom Jaime Pedro.

Terra de missão no Macapá

O seminarista Assis vai para Macapá, em contato com a realidade Amazônica. Vai ficar ao menos até o final do ano de 2021 na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, que está confiada a Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência desde 2017. Uma realidade bastante plural com contexto urbano e rural. Uma paróquia com 26 comunidades e com vários serviços e pastorais. Segundo dom Jaime, não está definido o que especificamente o seminarista vai se dedicar ou quais compromissos assumir. Chegando lá e tomando conhecimento da realidade deverá com o pároco Pe. Gilson Betamoni e a comunidade religiosa construir um projeto a ser desenvolvido a partir das necessidades locais e segundo as capacidades e qualidades do Assis.

O seminarista, durante a sua trajetória vocacional, sempre esteve envolvido com grupos de jovens, diretório acadêmico e mais fortemente atuou como vice-coordenador do Conselho Missionário de Seminaristas (COMISE), participando do Congresso Missionário Nacional de Seminaristas ocorrido em Santo Antônio da Patrulha em 2019. Assim como, durante os estudos em Filosofia, colaborou na organização da Semana Acadêmica da Faculdade de Filosofia da PUC-RS.

O seminarista Assis está ansioso para partir em missão. Ele já sabe pela formação que já teve nesses anos participando do COMISE que a primeira coisa não é o fazer, mas o ser. Tendo a consciência de respeito a cultura local e os processos já feitos pelas comunidades que recebem o missionário.

“Ao chegar em Macapá quero primeiramente conhecer a realidade local, conhecer as pessoas, os projetos que já acontecem na Paróquia e depois ver como poderei contribuir de alguma forma na vida das pessoas e na ação evangelizadora da Igreja local”, conta Assis.

Para Assis, essa experiência vai contribuir em como vai servir a Igreja no seu dia a dia. Segundo o seminarista, “a vantagem da experiência entre duas etapas é que vou poder discernir tudo que aprendi e orientar aquilo que ainda vou estudar”, conclui Assis.

Se queremos uma Igreja em saída como continuamente insiste-nos papa Francisco, precisamos de padres com espírito missionário e, evidentemente, também leigos animados pelo mesmo espírito.

Entrevista na Rádio Maristela 106.1 FM

O seminarista Assis acompanhado do bispo da Diocese de Osório, dom Jaime Pedro Kohl, esteve na emissora da Diocese em Torres, a Rádio Maristela 106.1Fm, em entrevista falando sobre o seu envio missionário para Macapá. Confira a entrevista:

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