Hoje, 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, data que marca a importância e a necessidade de debater sobre esse tema tão delicado na sociedade. A campanha Setembro Amarelo, realizada desde 2015 no Brasil, busca conscientizar e dar destaque para essa pauta, visando a preservação da vida e o acolhimento das pessoas que sofrem com transtornos psiquiátricos.

Segundo a psicóloga Clarice Melos, o suicídio é uma questão de saúde pública, uma questão psicossocial. “Não devemos tratar como uma banalidade e condenar o sofrimento do outro, devemos acolher, ouvir as dores, confortar e orientar a pessoa a buscar ajuda especializada. Jamais excluir, e sim confortar, pois assim você estará ajudando a salvar uma vida.

Pessoas com depressão ou que possuem algum tipo de transtorno psiquiátrico podem e devem buscar atendimento no SUS, pois na grande maioria dos municípios esses serviços são gratuitos através do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), nos postos de saúde – Estratégias de Saúde da Família (ESFs), escolas que possuem acompanhamento com profissionais da área da saúde, Pronto Atendimento, Assistência Social, Centro de Referência Social (CRAS) e também pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188, que funciona 24 horas por dia.

Foto: Divulgação Internet

“Casos de suicídio são geralmente planejados, ou seja, a pessoa já vem sofrendo com algum transtorno há algum tempo, por isso a necessidade de dialogar e perceber quando alguém não está bem para ajudar”, explica Clarice. O acolhimento do sofrimento mental aliado ao tratamento especializado são as formas mais eficazes de prevenir o suicídio.

Há, ainda, casos chamados de “Efeito Werther” em que as pessoas acometidas por transtornos mentais, imitam casos de suicídio vistos nos meios de comunicação, em livros e na internet. Por isso, que casos de suicídio costumam ser subnotificados, mas que todos os anos apresentam números altos e assustadores.

De acordo com dados compilados pela insurtech brasileira Azos, entre 2014 e 2019 o número de suicídios no Brasil aumentou em 28%. No período, segundo o levantamento, as pessoas que tiraram a própria vida passaram de 9,7 mil para 12,4 mil. As principais vítimas são jovens de 21 a 30 anos. Na faixa etária de 11 a 20 anos, o número de casos aumentou em 49,6% durante o período.

“Lembre-se de sempre que identificar esse tipo de situação, acolha o sofrimento mental da pessoa, pois essa é uma das formas de prevenir o suicídio e salvar uma vida”, frisa Clarice.