A Central de Jornalismo da Rádio Maristela foi procurada por um morador do município de Torres nesta quarta-feira, 11 de maio, com informações a respeito de descartes inapropriados de materiais hospitalares e prontuários médicos no Lixão Municipal (Recivida).

Conforme Boletim de Ocorrência nº 3352/2022/152531, realizado no dia 10 de maio, às 15h18, o cidadão relatou estar no Recivida quando notou a chegada de um caminhão que descartou galhos de podas e que os indivíduos que conduziam o veículo estavam uniformizados. O mesmo ainda observou que dentre os galhos descartados pelos mesmos, havia uma caixa de papelão repleta de instrumentos e materiais médico-hospitalares, dentre outros materiais como prontuários médicos, botas ortopédicas, máscaras de oxigênio, etc.

Após apuração dos fatos, a Rádio Maristela entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Torres que declarou que “A Secretaria de Saúde irá a delegacia para ficar a parte da ocorrência e após as medidas administrativas serão tomadas.”

O Recivida (Lixão municipal), localizado às margens da BR-389, bairro Faxinal, permite APENAS o descarte de materiais de podas, madeiras e alguns materiais de construção.


Como o lixo hospitalar deve ser descartado

O descarte do lixo hospitalar de modo geral é feito em sacos plásticos brancos, resistentes a rupturas ou vazamentos. Esses objetos são identificados com o símbolo do grupo de resíduos ao qual corresponde, conforme a classificação da ANVISA.

Posteriormente, uma empresa especializada coleta esses materiais e os encaminha para tratamento adequado, que pode ser por meio de incineração (queimados em altas temperaturas) ou esterilização em enclaves próprios. Em alguns, casos eles são aterrados ou sofrem radiação.

O descarte incorreto do lixo hospitalar pode trazer riscos de contaminação ao solo e água. Isso pode levar à destruição de vegetações e outros seres vivos. Pessoas que eventualmente tenham contato com esses resíduos podem ser contaminadas e desenvolver doenças infecciosas. Dessa forma, o lixo hospitalar merece atenção específica, já que pode trazer danos sérios para a natureza e seres humanos.

Estagiária Heloísa Cardoso, sob supervisão de Leonir Alves.