Nesta quinta-feira (09), cinco homens serão julgados no Foro de Tramandaí, no litoral norte gaúcho, por cinco homicídios qualificados e uma série de outros crimes praticados em abril de 2024, no caso conhecido como Chacina de Cidreira. O júri começa às 9h e será presidido pelo Juiz de Direito Gilberto Pinto Fontoura. A previsão é de que a sessão tenha dois dias de duração. Onze testemunhas de acusação e de defesa deverão ser ouvidas em Plenário, além dos réus em interrogatório.
Quatro réus responderão pelos cinco homicídios qualificados (motivo torpe, recurso que dificultou a defesa e para assegurar a execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outro crime); associação criminosa; três tentativas de homicídio qualificado (motivo torpe, recurso que dificultou a defesa e finalidade de assegurar outro crime); dois roubos majorados; incêndio; e destruição de cadáveres. Um quinto réu é acusado por associação criminosa.
Fato
Segundo o Ministério Público, o grupo invadiu duas residências em Cidreira por acreditar que os locais funcionavam como pontos de tráfico de drogas ligados a um grupo criminoso rival. No primeiro endereço, conforme a denúncia, os réus teriam matado três pessoas e tentado matar outras duas. De acordo com a acusação, os homens também teriam roubado bens do local, incluindo um veículo, e em seguida ateado fogo no imóvel, o que teria resultado na carbonização dos corpos de duas das vítimas.
Na sequência, os acusados teriam seguido para outro imóvel e efetuado mais disparos, causando a morte de duas pessoas e deixando outra ferida, segundo o Ministério Público. A acusação sustenta que os crimes foram motivados por disputas relacionadas ao tráfico de drogas, com o objetivo de eliminar integrantes do grupo rival e assegurar a vantagem criminosa. Todos eles estão presos.
Julgamento
Na acusação, atuará o Promotor de Justiça André Luiz Tarouco Pinto, representando o Ministério Público. A defesa dos réus será feita pelas advogadas Elisângela Franco Lopes Victoria, Viviane Dias Sodré, Marjori Bongli Rohde, Daniele Silva dos Santos, Mariana Mazon Cavalheiro e Nathana Sabrina Godinho Alves. Também atuará no Plenário o Defensor Público Antonio Trevisan Fregapane.
Texto e foto: TJRS e MPRS

