>> Siga o canal do Grupo Maristela no WhatsApp.
A Polícia Civil de Torres passa a contar com um reforço importante no enfrentamento aos crimes patrimoniais após as recentes mudanças na legislação penal brasileira. Em entrevista à Rádio Maristela, na quinta-feira, 07, o delegado da Polícia Civil de Torres, Marcos Vinicius Muniz Veloso, detalhou as alterações nas penas para crimes como furto, roubo, furto de celular, furto de fios e estelionatos, além de destacar o impacto prático das mudanças para as investigações e prisões de criminosos.
Segundo o delegado, uma das principais diferenças que a população precisa compreender é entre furto e roubo. O furto ocorre sem violência ou ameaça, como nos casos em que veículos ou residências são invadidos sem confronto direto com a vítima. Já o roubo envolve violência ou grave ameaça. “Quando o criminoso ameaça a vítima, dizendo que vai matar ou atirar caso ela não entregue os bens, configura-se o roubo”, explicou.

FURTO DE CELULAR
Entre as principais alterações legislativas está o aumento da pena para o furto simples, que passou de 1 a 4 anos para 1 a 6 anos de prisão. O delegado destacou que a mudança tem impacto direto na atuação policial. Antes, com pena máxima de quatro anos, não era possível solicitar prisão preventiva em muitos casos. Agora, a Polícia Civil poderá representar pela prisão preventiva de suspeitos identificados em furtos, especialmente em casos envolvendo celulares.
As mudanças também criaram qualificadoras específicas para furto mediante fraude eletrônica, furto de animais, furto de fios, cabos de energia, armas e explosivos.
ROUBO E CRIMES CONTRA SERVIÇOS ESSENCIAIS
O crime de roubo também sofreu alteração. A pena mínima passou de 4 para 6 anos de prisão. Casos envolvendo celulares, armas de fogo e ataques a serviços essenciais agora possuem agravantes específicas.
De acordo com o delegado, o endurecimento das penas tende a ampliar a repressão aos crimes patrimoniais e reduzir a reincidência. “Quando o Estado consegue prender os responsáveis por esses delitos, há reflexo direto na redução da criminalidade e no aumento da sensação de segurança da comunidade”, destacou.
“CONTA LARANJA”
Outro ponto abordado pelo delegado foi a criminalização da chamada “conta laranja”, prática comum em investigações ligadas ao tráfico de drogas e golpes financeiros. A nova legislação passa a punir especificamente quem empresta contas bancárias para movimentação de dinheiro ilícito. “Só o fato de emprestar a conta para movimentar valores de origem criminosa agora já configura crime”, alertou.
CÂMERAS DE MONITORAMENTO
Durante a entrevista, o delegado também comentou sobre o sistema de videomonitoramento instalado em Torres. Segundo ele, as câmeras já demonstraram eficiência durante o Festival Internacional de Balonismo, especialmente dentro do Parque do Balonismo.
Conforme Marcos Veloso, o trabalho integrado entre Guarda Municipal, Brigada Militar e Polícia Civil permitiu rápida verificação de atitudes suspeitas e contribuiu para que o evento transcorresse sem ocorrências graves.
GOLPES VIRTUAIS
O delegado ainda fez um alerta sobre os golpes de estelionato, principalmente os aplicados por telefone e aplicativos de mensagens, que seguem fazendo vítimas, especialmente idosos.
Ele reforçou que bancos não solicitam chamadas de vídeo, nem pedem transferências bancárias. Também alertou para golpes envolvendo falsos advogados e falsas liberações de ações judiciais. “O principal combate ao estelionato continua sendo a prevenção. As pessoas precisam desconfiar de ofertas muito vantajosas e confirmar qualquer informação diretamente com profissionais e instituições oficiais”, orientou.

