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Evento Maio Furta-Cor lança olhar sobre a saúde mental materna e convida Torres a acolher quem cuida

por Melissa Maciel
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Entre o nascimento de um filho e a rotina que se transforma completamente, muitas mulheres atravessam silêncios difíceis de explicar. Sorriem para as visitas, acolhem o bebê nos braços, organizam a casa como conseguem, mas, por dentro, enfrentam cansaço, culpa, ansiedade e solidão. Foi justamente para falar sobre essas dores invisíveis da maternidade que Torres promove, nesta quinta-feira, 7, às 18h, na APAE Torres, localizada na Avenida do Riacho, 207, no Centro. O evento é gratuito e aberto ao público, uma iniciativa voltada à conscientização sobre saúde mental materna.

Durante entrevista à Rádio Maristela, a vereadora Carla Daitx, a secretária municipal de Saúde Cláudia Morel, a enfermeira Josélia Schaeffer e a ginecologista Nathália Agazzi destacaram a importância de ampliar o debate sobre o cuidado emocional das mulheres durante a gestação, o puerpério e os primeiros anos da maternidade.

A proposta surgiu a partir de uma lei municipal criada pelo Gabinete Rosa, liderado pela vereadora Carla Daitx, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a parlamentar, a iniciativa busca transformar o tema em pauta permanente no município. “Mesmo quando existe apoio da família, muitas mulheres ainda se sentem sozinhas. O Maio Furta-Cor vem justamente para falar sobre essa saúde mental materna, sobre acolhimento e rede de apoio”, destacou Carla.

O nome do movimento traduz as múltiplas fases emocionais vividas pelas mulheres. A ginecologista Nathália Agazzi explicou que o “furta-cor” representa as diferentes percepções, sentimentos e transformações que atravessam a maternidade. “A mulher muda completamente. O corpo muda, a rotina muda, o emocional muda. Muitas vezes, toda a atenção se volta ao bebê e essa mãe acaba esquecida”, afirmou a médica.

Durante a entrevista, as participantes ressaltaram que a maternidade ainda é cercada por cobranças silenciosas. A expectativa de ser uma “super mulher”, a culpa por não conseguir amamentar, a dificuldade em lidar com o próprio corpo e a sobrecarga emocional aparecem como fatores frequentes no sofrimento materno.

A secretária de Saúde, Cláudia Morel, enfatizou que o município possui uma rede pública estruturada para acolher essas mulheres, com atendimento realizado inicialmente pela atenção básica e encaminhamentos para psicologia, psiquiatria, ginecologia e acompanhamento multiprofissional. “A Secretaria da Saúde é uma missão. E dentro dessa missão, cuidar da saúde mental das mulheres é fundamental”, afirmou.

A enfermeira Josélia Schaeffer reforçou que o acolhimento vai além dos atendimentos clínicos e envolve escuta, compreensão e apoio cotidiano. “Muitas vezes, a mulher não precisa apenas ouvir palavras. Ela precisa de ajuda prática, de alguém que cuide dela enquanto ela cuida do bebê”, observou.

O evento contará ainda com a participação da psicóloga Shirlei Girardi, do psiquiatra Mairon Molinari e da equipe da Clínica de Especialidades. Entre os temas abordados estão depressão pós-parto, ansiedade, exaustão materna, desafios emocionais da gestação e do puerpério, além da importância da rede de apoio familiar.

O convite, segundo as organizadoras, não é apenas para mães. Pais, avós, irmãos, madrinhas e familiares também são chamados a participar da conversa. “Quem está ao lado da mulher também precisa aprender a perceber os sinais e compreender esse momento”, destacou Nathália.

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA: